domingo, 30 de março de 2014

Andar


Quando partimos sem olhar para trás
É como ter abandonado aquela vida
É esquecer talvez uma gente querida
E não ligar a mínima para o que faz

Andando por desconhecido caminho
Como se anda por uma rua qualquer,
É tal como encarar o que der e vier
Sabendo porém que se está sozinho.

Caminhante ousado não se despede
Continua sempre olhando pra frente
Faz apenas o que sua cabeça pede,

Desprezando o medo simplesmente.
E problemas são percebidos adrede
Mantendo calmo o corpo e a mente.

sábado, 29 de março de 2014

Madeira


Este rio profundo de águas turvas
Que flui e reflui e não sabe como.
Retifica, as vezes, margens curvas,
Para avançar célere, num assomo.

O rio que nascente foi preguiçoso,
Se foi tornando bravio e egoísta,
E parece nem um pouco saudoso
Daquela origem que agora dista.

Pois é corrente briosa, isto posto.
A qual até montanhas ultrapassa
Borrascosa como águas de agosto,

Invade cidade, avenida e praça.
E a ninguém deixa ver seu rosto
Porque não há mal que não faça.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Limerique

Em qualquer recanto deste Planeta
Sabemos quando coisa fica preta
Numa atitude sem nexo
Mulher se nega ao sexo
Todo macho se vira na punheta.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Poetando


Quando escrevo há vozes internas
As quais não surgem de outro jeito
Aparecem como luzes de lanternas
Iluminando este mundo imperfeito

Há certos ruídos estranhos também
Dos quais emanam muita energia
Que certamente alguma coisa tem
Porque enchem minha mente vazia.

Se escrevo, nuvens simplesmente
Formam lá no alto figuras de gente
As quais parecem olhar para mim.

E se existira algum segredo ainda,
Naquele exato momento ele finda
E toda inspiração é simples assim.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Limerique

Seja dragão, canhão, feia ou bela
Ou de qualquer nuance da aquarela
Nada importa realmente
Mulher escraviza a gente
Porque ruim com ela, pior sem ela.

terça-feira, 25 de março de 2014

Ilusão


Um homem que na vaidade aposta
Emanando charme e muito encanto
Faz pergunta e não busca a reposta
E tudo de bom lhe vem, entretanto

Neste singelo Planeta ele flutua
Acima, bem acima de toda gente
Enquanto aplaudem beleza sua
Assim se julga o mais inteligente

Eu sou rei da carne seca, portanto
Toda gente adorar-me está disposta
Colocam-me no altar como um santo

Uma deidade que todo mundo gosta
Mas a realidade causou-lhe espanto
Pois na verdade é apenas um bosta

segunda-feira, 24 de março de 2014

Arte pela arte

Assolava a cidade estranha epidemia
Gente alumbrada portando estandarte
Composições, obras e poemas havia
Até lembrava blogue Poetas de Marte.

Porque tanta criação, tanta poesia?
O que transformou o rumo destarte?
Parece que todos desejam sintonia
Que não deixe seus gênios aparte.

Sabendo que tempo futuro chegaria
No qual criadores seriam o baluarte
De toda beleza que no mundo teria.

Sem censura e qualquer contraparte,
Porque em tal mundo só de alegria
Por todo o sempre viveremos de arte.

domingo, 23 de março de 2014

Limerique

Quando por estultice eu tento
Testar a natureza dum evento
Sempre me dou mal
O que é normal
Se tento mijar contra o vento.

sábado, 22 de março de 2014

ceticismo

Viva o ceticismo! em nada acredito
Quando afirmam pétreas verdades.
Mesmerizado esses crentes eu fito
Com meus neurônios da dubiedade.

No meu mundo não cabe o crente
Que apregoa convicto proselitismo.
Não entendo donde sai essa gente
Que acha que pecado é um abismo.

Para mim não há mistério nesta vida,
Tudo que existe podemos constatar,
Essa existência é estrada só de ida.

E não temos porque isso descartar
Quando termina, a morte é a saída
Ao pó donde viemos e vamos voltar.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Limerique


A professora com amor e candura
Nos diz que para alcançar cultura
Não existe qualquer magia
Que ensine da noite pro dia
A única maneira é gostar de leitura.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Memória


Se me ponho a lembrar do passado
De uma existência bem mais querida
Que outros prazeres me eram dados
Parece-me que foi uma outra vida

Colocando isso na justa medida
Mencionando todo desencanto
De caminho escuso mas nem tanto
Quem me dera torna-la esquecida

Aqui, olhando vago e pensativo
Não descubro porque estou vivo
Não há resposta porque é assim

Então angústia me vem à alma
Minha mente enfim se acalma
Daí esqueço o que será de mim.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Limerique

O que é a existência afinal?
Onde existe o bem e o mal
Cheia de interrogações
Permeada de senões
E que só a morte é ponto final?

terça-feira, 18 de março de 2014

Pastichando P. L.


Eu queria tanto ser Leminski poeta
Lucubrando geniais ideias a granel.
No entanto eis-me de cabeça repleta
Apenas de brancas páginas de papel.

Eu queria tanto ser escritor audaz
E influenciar gente todos os dias
Mas eis-me aqui um comum rapaz
Destituído de quaisquer ousadias.

Fico portanto quieto, acomodado
Escrevinhando este triste pasticho
Que é todo esquisito por seu lado

Embora por eu ser zeloso, capricho
Como arroz e feijão bem temperado
Que tímido exponho num cochicho.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Limerique

Pois era ele um grande *%#¨*&
Contudo tinha muito de &$@!¨*&
Então fazíamos )(+#
De suas $%¨@!”)(+#
E o mundo continuava ()==3!¨*&

Aranha que arranha


Neste longo caminho, passo-a-passo
Imêmore indagação me acompanha,
Pois não sei exatamente o que faço
Ao depara-me com mortífera aranha.


Finjo que não a vejo e rápido passo?
Ou encaro numa experiência estranha
Invadindo aquele nicho, seu espaço
Enquanto por dentro o medo arranha.

Bem sei que ela faz da teia seu laço
E que com insetos tem lá sua manha
Mas com o pé posso lhe dar amasso

Eviscerar no solo toda sua entranha.
Mas este pensamento logo eu casso
Porque seu direito à vida me ganha.

domingo, 16 de março de 2014

Limerique


Era uma vez um tal de obscurantismo
Que levava a sociedade para o abismo
Mas eu sou Giordano Bruno!
Sim, mas tu és inoportuno!
Imolaram-no na fogueira por ateísmo.

Amor à vida


Não quero ser aquilo que nunca fui
Ser o que agora sou então me basta
Esta vida com ela é, suavemente flui
Tentar ser outra coisa me desgasta.

Pois como se viver é feito de escolhas
Quando nós estamos na encruzilhada.
Não é como no outono caem as folhas
Quem vêm ao chão sem atinarem nada.

Escolho sozinho a senda na qual ando
Então muitas vezes em seguida falho
Tento me levantar e não fico chorando

Não sou jaca madura que cai do galho.
Nesta vida melhor é não seguir o bando
E abrir espaços com esforço e trabalho.

sábado, 15 de março de 2014

Homo estultum


A vida é igual ao que fazemos dela
E se ela nos oprime e desconforta
É porque pusemos bunda na janela
A vida que temos entrou pela porta.

Criamos nós a tal pirâmide social
Na qual todos ocupamos um lugar
Que é a chamada civilização, afinal
Onde cada um tem direito de berrar.

Mas esse rolo compressor é a liça
Que põe Homo estultus no caminho,
Eivado este de trampas e injustiça,

A cada esquina a cada escaninho.
Onde não poderá haver preguiça
Onde se luta quase sempre sozinho.

Limerique


Não, poeta, não cultive seu espanto
Se neblina tudo cobre com seu manto
Pois o verde e a ave
Num conluio suave
Permanecem com o mesmo encanto.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Limerique

Existe suposição que há literalice
Em texto embolado de macaquice
Intelectuais pios
Tecem elogios
A qualquer teor eivado de sandice.

Astrofamília


Este sol que puro brilha sobre a Terra
É o mesmo que por milhões de anos
Criou a vida que o Planeta encerra.
Criou o homem e seus desenganos.

Este é o astro que vive durante o dia
E que a noite dorme sono dos justos
Pois enquanto dorme a Lua alumia
A paisagem morna com luar augusto.

O sol tal qual mãe dedicada e zelosa
Cuida da Terra como fosse uma filha
Orbita no firmamento um tanto prosa

Enquanto o Planeta segue sua trilha
E com Lua prata também se entrosa
Pois no céu todos são uma só família.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Jornada


Se te jogam pedras é porque tens valor
Homens medíocres não são invejados
Já os bons sofrem de ódio e de amor
Amor de seus iguais, ódio de todo lado.

Andando no caminho que vence a luta
Tu serás objeto de calúnias e ataques
Porque verme só procura gostosa fruta
E caçados no campo apenas os craques.

Desde sempre escalastes as escadas
Vencendo foi um degrau de cada vez
De modo que hoje obstáculos não vês.

Porém se agora são livres as estradas
Árdua batalha pela existência continua
Enquanto estás na lida de chegar à lua.

Versando


Minha poesia eu sei, ela nada fala
Contudo falo através dela apenas
Nada de métrica e rima ou escala
A construo de uns acasos e cenas

Nos textos que traço não mando
Letras e frases se fazem sozinhas
Não obedecem ao meu comando
Tão livres como livres avezinhas.

Dizem, versos vem da inspiração
Saem pelos dedos simplesmente
Se queremos aprisiona-los então

Façamos o que o coração sente
Se ele diz sim, não digamos não
Porque o sentimento não mente.

Limerique


Era mais uma flor lá do seu jeito
Que aos meus olhos causava efeito
Olhava-me do vaso
Veja, eu arraso!
Olhe bem, eu sou um amor perfeito!

Limerique

Pois até onde alcança a vista
Talvez na história não exista
Da vida melhor descrição
Mesmo melhor comunhão
Da maneira como faz o artista.

Lembrando

Se me ponho a lembrar do passado
De uma existência bem mais querida
Que outros prazeres me eram dados
Parece-me que foi uma outra vida

Colocando isso na justa medida
Mencionando todo desencanto
De caminho escuso mas nem tanto
Quem me dera torna-la esquecida

Aqui, olhando vago e pensativo
Não descubro porque estou vivo
Não há resposta porque é assim

Então angústia me vem à alma
Minha mente enfim se acalma
Daí esqueço o que será de mim.

terça-feira, 11 de março de 2014

Assassino à mesa


Esse Homo sapiens cheio de razão
Se auto intitula o ápice da criação:
Da natureza sou senhor absoluto,
E reclamos dos outros não escuto

Para alimentar-se usa assassinato
Pois direitos dos outros não é fato
Julga os demais como inferiores
Come-os sem quaisquer pudores.

O porco vira salsicha na sua mesa
E todo ser que se move ele mata
Não lhe comovem a vida e beleza

Numa corrida amoque insensata
O homem é um vírus da natureza
Energúmeno que vive de bravata.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Cobrando a fatura

Turbulento foge o Rio de sua calha
Com fúria inusitada come barrancos
Ao pobre ribeirinho, deus lhe valha
Salvem-se negros, mulatos, brancos

Num arroubo devora até as praias
As quais então o continham no leito
Pois indiferente a reclamos e vaias
Invade casas e campos a seu jeito.

Esse rio é autoritário e majestoso
Reclamando posse de sua beira
Se a desmatam torna-se furioso

Ignora aqueles que a vida inteira
Viveram de seu curso tão piscoso
Está cobrando a fatura o Madeira.

domingo, 9 de março de 2014

Vida & Morte

Dizem, prá morrer basta estar vivo
Morre humilde, o modesto e o altivo
Quando vivo for a morte lhe advém
Derradeira, nunca poupa ninguém

Livre exercício da vida morte tolhe
A quem, a hora e lugar ela escolhe
Mas viver é um caminho sem volta
Diretamente ao morrer, sem escolta.

Inviável viver isolado numa bolha
Portanto todos morreremos um dia
Sem trampa sem qualquer escolha

Entretanto se vivermos com alegria
Mesmo vida breve como uma folha
Com certeza a morte benvinda seria.

Falar


Do Homo sapiens, falar o que se espera
Dizer pouco ou muito, pouco importa
Mas dizer direito mesmo por fala torta
Importante é falar a fala que fere a fera

Comunicar-se sem falar pelo cotovelo
Porque quem fala demais é o falastrão
Que quando começa vira um turbilhão
E vai além do limite desfiando o novelo

Porém, se falar é prata calar é ouro
Existe hora certa para qualquer evento
Pois há quem fale até cachorros e gatos

Falas que cometem os ditos desdouros
Palavras próprias para deixar ao vento
Que de outros pintam maldosos retratos.

sábado, 8 de março de 2014

Web Trampa


Redes sociais, trampa planetal
Que a todos acolhe nos braços
É monstruoso universo virtual
Da loucura à frente uns passos.

“Amigos” poderá ter um milhão
Ao seu livre gosto, sua escolha
Porém existe sempre um senão
Isso tudo é apenas uma bolha.

Ainda que navegar você goste
De na rede sentir-se integrado
Na seriedade da web não aposte

A verdade tem mais de um lado
Que talvez não interesse à hoste
Pois na rede somos mero gado.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Limerique

Sessenta anos é idade do metal
Prata na cabeça e prótese dental
No bolso um pouco de ouro
E sem qualquer desdouro
É ferro na bunda e chumbo no pau.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Limerique

Lá fora uma extraordinária lida
Que apenas a morte mostra saída
Temos que vive-la portanto
Até nosso derradeiro canto
Pois não se escapa vivo dessa vida.

Limerique

Espero, chegará aquele dia
Que é melhor não ver o que se via
Uma imagem desfocada
É paisagem abençoada
Graças a uma bem vinda miopia.

Poente


O sol se põe e, com ele,  desapareço
Ele apaga o dia e a noite inaugura
Numa lassidão  benévola adormeço
A noite encobre qualquer amargura

Ao amanhecer o que será de mim?
De novo um dia de batalha ingrata?
Batalha de previsão renhida enfim,
Que a claridade do astro sol delata.

Mas venço a guerra, tenho os meios
Cabeça ereta sem quaisquer receios
E um astro que dormia se alevanta

Donde vem esse tal encantamento
Sobejando tudo a cada momento?
Só sei que luz do sol tudo espanta.

quarta-feira, 5 de março de 2014

É mesmo?

Dizem que fica
Contra todos argumentos
Amor na bica

Éden?


Algo me intriga
No jardim todos felizes
Até a formiga.

Mamata


O filho mamífero grudado nas tetas
Como o fazem animais do Planeta
Mama com gula doce leite materno
No calor do verão e no frio inverno

Mama como fizeram seus ancestrais
Como mamaram seus avós e pais
Porquanto sequer importa sua grei
Mamar nas tetas é mais que uma lei

Portanto talvez seja por essa razão
Que o político por nós aquinhoado
Para problemas encontrar solução

Locupleta-se com salário elevado
Passa a mamar nas tetas da nação
E caga e anda para seu eleitorado.

Uma noite


A noite chegando devagar ela vem
Amortalhando a terra com candura
Carregando sonho com ela também
Como se todos tivessem alma pura

Acompanhando atrás dela, ninguém
Porque para tanto és negror, escura
Que nada é possível enxergar porém
E querer saber o que vem é loucura

Por que és negrume tão atro assim?
Por que fazer que queiram teu fim?
Por que apagas o brilho da cidade?

Pois não a lembramos durante o dia
Porque raio de sol o Planeta alumia
E tu noite escura não deixa saudade.

terça-feira, 4 de março de 2014

Limerique

Pois amor verdadeiro jamais se cala
Se sufocado, esperança embala
Engole a revolta
E um dia ele volta
Se não for de corcel, será de bengala.

Limerique

Numa hora morta da madrugada
Quando já não se espera nada
O silêncio se faz presente
Ruído altíssimo, premente
Como a noite dando gargalhada.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Limerique


Numa sociedade assim, o principal
Vige o vale tudo pelo vil metal
Pois quanto ao homem
Seus direitos somem
Leiloam sua alma pelo capital.

Pesadelos


A palavra, o som, as cores, quase tudo
São pesadelos com os quais me iludo
Entrar no mundo de Morfeu me ponho
Querendo portanto sonhar que sonho.

O pássaro sem asas, não posso vê-lo
Contudo se esconde no meu pesadelo
Este mesmo que tantas ilusões me cria
Povoando a noite e eviscerando o dia.

Quero sair da cama para nunca mais
Dormir e encarar os meus demônios,
E desejo algum dia encontrar a paz

Que alivie de dores meus neurônios.
Entretanto não sei como isso se faz,
Ou se pesadelos são meu patrimônio.

domingo, 2 de março de 2014

Paco

Dedos mágicos dedilhavam cordas
A que ninguém ficava indiferente
Do violão musicalidade transborda
Cativando coração de toda gente

Paco de Lucia esse ibérico talento
Conquistou mentes com seu violão
Agora suas notas se vão ao vento
E dos mestres ele ocupa panteão

Francisco Sánchez era seu nome
De origem espanhola portuguesa
Tornou-se guitarrista de renome

Deixando a família bem surpresa
Agora esse talento se vai, some
Como some sorvete de framboesa.

Sorrindo


Há riso, sorriso e gargalhada
E cada um coisa diferente diz.
Riso é reação a uma boa piada
E dizem, sorri aquele que é feliz

Gargalhada pode ser sarcasmo
De quem se considera superior
Costuma deixar ouvinte pasmo
Porquanto não percebe sua dor

Porém há riso que é um choro
Ao mundo pedindo absolvição
Quem assim ri perde o decoro

E não garante qualquer perdão.
Portanto vamos sorrir em coro
E jogar pro alto toda atribulação.

sábado, 1 de março de 2014

Sonhos na Janela


Impede que sonhos saiam, as janelas
Não deixam realidade entrar por elas
Na verdade de nós guardiãs elas são
E permitem do mundo perfeita visão

Os sonhos não quebrarão a vidraça
Por onde somente a luz nos passa
Sonhos são voláteis simplesmente
Pois apenas nosso cérebro os sente.

Fiquemos com eles cá ao nosso lado
Deixemos realidade do lado de fora
Porque sonho é um modo engraçado

De mandar as preocupações embora
Então dizer à natureza muito obrigado,
Quanto sonho, minha mente te namora.

Limerique


Falta cor nessa palavra, falta viço
Mas ainda a falo não sou omisso
Pois sei de seu poder
Acima do ser ou não ser
A palavra tem magia, tem feitiço.