quinta-feira, 31 de julho de 2014

Chuva

Contemplo a chuva pela janela aberta
Molhando, ela descolore a paisagem
Mais que justiça divina, a chuva é certa
Pois todas as criaturas a ela reagem.

Contemplo a chuva quase borrascosa
Açoitando o Planeta com intrepidez,
Qualquer reação que tenha é ociosa
Independe do que a borrasca lhe fez.

Mas chover muito ou pouco é normal
E de uma chuva ninguém morre afinal,
Tudo que ela faz é o solo encharcar.

Para benefício da velha agricultura,
Embora algumas vezes pareça loucura,
Enquanto chover comida não vai faltar.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Não à batalha

Nos campeonatos de futebol do país
Talvez nada de novo sob a luz do sol
No esporte que toda gente sempre quis
Ainda morre-se no estádio de futebol

Não é guerra, tampouco prática do mal
É apenas pelota rolando no gramado
Não deve ser cruenta batalha campal
De torcedor contra torcedor frustrado

Que gladiadores se enfrentem na arena
Sem que sangue algum seja derramado
Então se quede a arquibancada serena

Garota verde beijando azul namorado
Numa cena bucólica, simples, amena
Rancor de cores plenamente superado.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Jardim das ostras


Eram simples ostras como tantas outras
Como pétreas flores formavam um jardim
Como outras tantas eram simples ostras
Umas com outras bem juntinhas assim.

Como todas eram Maria vai com as outras
Mas umas e outras cismavam com sismos
Algumas outras ostras fugiam das lontras
E ostras mais loucas temiam ostracismos.

Era seu mais caro futurólogo, Ostradamos.
Sem mais aquela outra, ostras são flores,
Que no vegetocoral florescem em ramos.

Todas as ostras congregam em montras
Umas pelas outras conjugam-se em cores
E umas a favor muitas outras são contras.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Vida & morte

O muito pouco que te resta de vida
Neste corpo decrépito e carcomido
Deverá aproveitar à maneira devida
Tudo que seja ou deveria ter sido.

Sei que aqui estás só de passagem
E nada que viste aproveita na morte
O corpo que vai não leva mensagem
E para o inferno não há passaporte

Pois a morte desobriga-nos da lida
E com o corpo se vai a existência
Se você foi bondoso causará ferida

Se estudioso foi, perderá a ciência
E por você, sofrerá pessoa querida
Mas, o que fazer? tenha paciência.

domingo, 27 de julho de 2014

Espelho

Quem é essa imagem na minha frente
Que me observa curiosa, estupefata?
Mesmo vendo não sei de quem se trata
Entretanto não me parece indiferente.

Talvez um fantasma de minha mente
Que me enxerga tal como eu o vejo
E quer me conhecer como eu desejo
Mas que o meu observar desmente.

Poderá ser outra pessoa, sei também
Que intrujou-se dentro desse espelho
E me observa em busca de conselho.

Não vou deixar-me convencer, contudo
Quando ele faz perguntas, eu fico mudo
Porque não devo satisfação a ninguém.

sábado, 26 de julho de 2014

O tempo


O tempo, entidade fria, arrogante
Segue em frente, não olha para trás
A ele não importa o que homem faz
Só lhe interessa continuar adiante

Saber sobre o mundo não lhe apraz
Se nascem tantos ou morrem quantos
Ou eventos que ocorrem nos cantos
Se humano é produtivo ou incapaz

Ao tempo essa vida não incomoda
Desde quando se descobriu a roda
Pois ele no Planeta é sobre humano

E comanda seus pupilos do espaço
Com os quais não possui sequer laço
Pois se comporta tal um soberano.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Reflexando

O que fazemos nós sobre isso tudo?
Sobre as guerras que destroem vidas
Tremendo horror que nos deixa mudos
Sobre miséria e abandono infanticidas?

Filas na saúde e descaso aviltantes
Nas ruas insegurança e bala perdida
E mortes por inanição a todo instante
Quando para os cães abunda comida?

Enquanto alguns raramente comem
E outros engordam redondamente
As proteínas para os pobres somem

E os abastados não ligam prá gente
Porque homem é o lobo do homem
E amor por semelhante jamais sente.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Dial é a solução

Pois jogo de futebol na televisão
Antes de mais nada uma chatura
Não deixa margem à imaginação
E entope a mente enquanto dura.

Sem narrador chato tipo Galvão,
Bem mais degustável nos saberia.
Assim, esse tipo de transmissão
É antes de tudo grande porcaria.

Cabe-nos tomar atitude portanto
Vamos pois anular essa anomalia
Exterminar esse burro quebranto,
Eliminar da tevê o som que havia.

Acabamos com esse desencanto
Como num velho passe de magia.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Corujando


Corujas são aves que prestam atenção
Empoleiradas em árvores ou telhados
Observam o que ocorre aqui no chão
Os eventos não deixam de ser olhados

Certa perspicácia, sua maior qualidade
Elas veem, aprendem e compreendem
Espertas, muito longe da mediocridade
Entre toda avifauna elas surpreendem

Movimentos lentos mostram paciência
Que em outras palavras simplesmente
Só demonstram sua incrível sapiência

Então por possuir essa brilhante mente
Estudiosos os quais dominam a ciência
Foi entronada como ave mais inteligente.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Prisão

Barras de ferro prendem a matéria
Mas pro espaço sideral voa a mente
Somente corpo sofre essa miséria
Porque o livre espírito nada sente.

Pensa aprisionar ideias o verdugo
Mas estas desconhecem correntes
Não se sentem sob qualquer jugo
Não existem no interior das gentes.

Ideias, seres muito interessantes
Depois de nascidas não têm dono
Aditadas a outras que vieram antes.

Não buscam fama nem sequer trono
Sejam elas pequeninas ou brilhantes
E se você as tem, não perca o sono.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Janeirando

Uma vida de objetivos verdadeiros
Que a um futuro certo nos conduza
Será uma vida de muitos janeiros
Sem nunca esquecer nossa musa

Primeiro mês tem trinta e um dias
Que do ano novo são os primeiros
Se ano que passou foi de alegrias
Neste que entra muito mais dinheiro

Mesmo de modo um tanto esparso
Aproveitemos essa vida por inteiro
Sendo janeiro, fevereiro ou março

Mas dias e meses passarão ligeiro
Enquanto pareço não ver e disfarço
Esperando que o ano seja maneiro.

domingo, 20 de julho de 2014

Vivendo

Nunca se vive demais para ser sábio
Mais fácil velho apedeuta se tornar
E besteiras emanam do nosso lábio
Em qualquer hora em qualquer lugar

Viver bastante apesar da caquexia
Pode ser bom, mas talvez tormento
Ser um velho procurando a alegria
É provar que se tornou rabugento

Viver muito mas de modo ocioso
É como jogar no lixo o melhor da vida
Porque o existir já é maravilhoso

E viver é como andar numa avenida
Ou talvez degustar prato saboroso
Prevendo que um dia acabará a lida.

sábado, 19 de julho de 2014

Temporizando

Queremos todos os melhores verões
E que nosso inverno seja bem ameno
Bem de acordo com nossas acepções
Tal como frio, que calor seja pequeno

Sobre tempo não há qualquer acordo
Seja frio ou quente está sempre ruim
Como um magro que quer ficar gordo
Ninguém nunca está satisfeito no fim

Por isso tudo inventou-se a primavera
A qual não traz frio e tampouco calor
Mas que tem uma temperatura sincera

E nos brinda com o desabrochar da flor
Então não reclamemos da atmosfera
Muito menos do incômodo do cobertor.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Benjamin Franklin


Esta aí uma coisa curiosa simplesmente
Benjamin Franklin empinando papagaio
Mostrou de maneira bastante inteligente
A potencialidade elétrica do raivoso raio

Esse polímata, filósofo, cientista amador
Que no seu tempo dominou a sapiência
Era estudioso que tudo fazia com rigor
E atuou no desenvolvimento da ciência.

Se apenas fizesse para-raios e mais nada
Mesmo assim um grande prócer  seria
Porquanto tinha uma mente iluminada.

Além de criatividade e muita ousadia
Ben Franklin, Da Vinci daquela quadra
Na seriedade da ciência punha poesia.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Solucionática

Perigo de morte a todos naquele grotão
Encurralados os três no interior do mato
Pois faminto a espreita estava um leão
Pai, o menino, o avô com medo de fato

Como fazer? Alguém seria sacrificado
Para que se salvassem os outros dois
Seria o avô querido ou o filho amado?
Qualquer solução dor causaria depois.

O pai, aos céus, fazia pungente oração
Pedindo resposta para tal problemática
Pois parecia inviável saudável opção.

Não via como podia empregar uma tática
Mas de repente ouviu-se a voz do ancião:
Salve o menino, ele conhece informática!

  

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Bês

Bem delicado e particular este assunto
Nos seus BÊS um desejo me governa
Tenho o sonho de beijá-la no Bestunto
Tanto ou mais que na Barriga da perna

Toda vez que andando na rua te vejo
Dá vontade de envolve-la num abraço
Pespegar-lhe beijo no Bócio eu desejo
E beijá-la com paixão no oculto Baço

Portanto beijarei seu Bíceps um dia
E mais além osculo sua Bolha do calo
E na Bochecha eu também gostaria

Beijoca no Buço que por pudor nem falo
Que na intimidade do quarto eu beijaria
Beijo lascivo, bem molhado, com estalo.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Pout purri

Podemos ouvir as batidas do coração
Entrar por uma, sair pela outra orelha
Porém o branco barco da respiração
Como cavalos, relincham para ovelhas

Entretanto com um estrondo obscuro
Vi assustarem-se muitos fantasmas
E uma sombra deixou o mundo escuro
Inundou o pântano aquele ectoplasma

Ficou inerte ali tudo de vivo que havia
Partiu em duas partes o campanário
Enquanto a pedra de musgo se partia

O mar antes da aurora era um aquário
No meio das águas caudalosas sorria
Caindo e levantando, ignorante otário.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Passarando

Reúne-se bando de menestréis alados
Informais, livres, leves e espontâneos
São avezinhas que de todos os lados
Formam belo ajuntamento consentâneo

São como uma orquestra sem regente
Sem dor arrancam sibemóis do coração
No entanto encantam toda essa gente
Que por momento lhes prestam atenção

Se existe coisa melhor a gente não sabe
Porquanto essa cantoria tão consagrada
Que seja aproveitada antes que se acabe

Aquele que não curte não sabe de nada
Porém condena-lo à priori aqui não cabe
Bom espreguiçar ao som da passarada!!!!

domingo, 13 de julho de 2014

Finis


Ausência de jogo, marca da seleção,
Sete a um mostrava no terrível placar
Com Alemanha mandando um bolão
E milionários craques sem nada jogar.

Agora o argentino perde pro alemão
Com resultado impecável, patibular
Germano merecendo ser campeão
Então pra Europa o caneco irá levar.

Será importante para nós se alegrar
Por fim encaremos a extrema unção
Depois da Holanda do Brasil ganhar.

E fiquemos agradecidos de montão
Porque essa merda de terceiro lugar
É apenas um prêmio de consolação.

Informaticando

Sem mais aquela num mundo informatizado
Ou você adere totalmente ou ficará parado
Saberes primevos ignorados simplesmente
Não existe espaço para memória de gente

Bem no alto do pódio o deus computador
Que a sociedade então carregue no andor
Chegará portanto o dia que única prática
Estará subordinada apenas à informática

Mas, pergunto, como fica nosso intelecto
Que desde antigamente nos levou adiante?
Ele, frente esse novo evento ficará quieto?

Deixou ele, portanto, de ser importante?
Sendo esse entendimento meu o correto
Bem aventurado seja o homem ignorante.

sábado, 12 de julho de 2014

Metáfora


No campo a emoção no pé talentoso
Em Brasília rouba-se a pátria a rodo
Na merda povão vivendo de teimoso
E até esseteefe com põe pé no lodo.

Fico aqui pensando com meus botões
Saindo Barbosa abre-se nova pizzaria
Nós continuamos com cara de bobões
Vítimas dos politicanalhas e da porfia.

Oh Pindorama, terra dos espertalhões
Terra do futuro como meu avô dizia?
Não sei, terra dos porquês e senões
Ou terra de riqueza e de barriga vazia?

Então vamos torcendo pelas seleções
Estampando no rosto uma falsa alegria.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Decepção

Esse time canarinho é campeão
E no gramado maior catimbeiro
Veio europeu com bola no chão
Deu lavada no esperto brasileiro.

Como se joga mostrou o Teutão,
Com toda eficiência o time inteiro
É briga de camundongo com leão
De vitória Brasil não sentiu cheiro.

É pena, mas as coisas assim são
No gramado só futebol verdadeiro
Na ponta da chuteira uma paixão
Sem sequer pensar no vil dinheiro.

Esperança, pois outras copas virão
Esperemos com um novo timoneiro.

Fofocando

Elas sem saber onde a lira toca
Num vil trabalho de leva e traz
Doam sua vida por uma fofoca
Porque abelhudice as satisfaz.

Não existe assunto ou intimidade
Que sejam por demais privados
E fiquem isentos da curiosidade
Ou de serem aos ventos levados.

Fifis devem ocultar seu passado
Como fosse impoluto, comezinho
Pois aqueles que estão a seu lado
Jamais conhecerão seu caminho
Pois sendo de vidro seu telhado
Temem demais pedra do vizinho.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Conselho

Se fechado o céu, com muitos raios
De minha avó, siga velho conselho
Enclausure as crianças nos armários
Não tome banho e cubra o espelho

Porém se fores pessoa bem atenta
Não olvide de queimar palma benta
Oculte objeto metálico como faca
Que letal raio esse utensílio ataca

Porém, isso tudo proveitoso seria
Se raios cressem em superstição
Então nunca mais morte existiria

Causada por raio seguido de trovão
Durante tempestade uma calmaria
Todos se molhando em comunhão.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Lei de Gérson

Brasileiro é campeão da legalidade
Mas farinha pouca meu pirão primeiro
Esse quase sinônimo de brasilidade
Tornou-se lei imposta no país inteiro.

Se há direitos, então quero os meus
E dos deveres impostos me esqueço
Por você nunca brigo, você não é eu
Mas da legalidade abrigo eu mereço.

Porque assim funciona esse Patropi
Que para alguns é uma maravilha
Para aqui eu vim e nunca mais saí

Pois aqui ninguém reza pela cartilha.
Se então existe injustiça eu nunca vi
Porquanto me tornei parte da matilha.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Acrisolando

Muitos ouvem e poucos tocam o flautim
Então seguidores atrás do flautista vão
Como ratazanas abandonando Hamelin
Seguindo hipnotizados naquela procissão

Ótima fábula criada pelos irmãos Grim
Traduz um modelo do formador de opinião
Pois grande maioria não opina, só diz sim
Enquanto líderes regendo orquestra vão

Ao examinarmos como é na vida real
Percebemos aquele que diz a que veio
E o restante que somente dá seu aval

Portanto o mestre como um rei do rodeio
Deixa no Planeta sua perene marca afinal
Mostra que não veio ao mundo a passeio!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Rodaviva

Numa sociedade que a mente satura
E é constantemente o corpo exigido
Inexiste espaço pra qualquer ternura
E atenção ao filho perde o sentido

O pai não dispende tempo para o clã
Enquanto corre em busca do dinheiro
Atenção à sua prole adia pra amanhã
Na triste luta mergulhado ano inteiro

Consumismo, esse motor do avanço
Aos humanos impinge uma roda-viva
O que importa é um positivo balanço

E à frente estar sempre da iniciativa
Comezinhos, doar amor e sentimento
Jamais considerada boa expectativa.

domingo, 6 de julho de 2014

Vendilhando

Num distante país chamado Utopia
Estava capitulado na constituição
Que qualidade de ensino existiria
E povo extasiado louvou a moção.

Entretanto há o papel e a realidade
E nem sempre ambos coincidirão
Porque a parsecs da dura verdade
O conteúdo do papel virou palavrão

Escola pública não tinha qualidade
No imenso território é o que se via
Venda do saber grassava a vontade

E vendilhões brindavam com alegria
Nas suas vendinhas por toda cidade
Porque a educação virou mercadoria.

sábado, 5 de julho de 2014

Pimenta de cheiro

Uma menina com cheiro de alfazema
Dizia tanto aos olhos como ao olfato
Dessas que lembram atrizes de cinema
Deslumbrantes e bem macias ao tato

Se por acaso com ela cruzasse olhar
Qualquer criatura mesmerizada ficaria
Sua majestade e seu porte no andar
Tinham um quê do poder da feitiçaria

Mas um dia sem mais esta ou aquela
Não por amor e tampouco por dinheiro
Convenci-a que queria transar com ela

E como pinto no lixo fiquei mui faceiro
Quando na cama seus dotes me revela
De nhapa deixou um olor no travesseiro.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Rolezinho

Desde que Homo desenvolveu a cultura
Não mais controla seu desenvolvimento
Pois através do tempo com desenvoltura
Manda a dinâmica dos acontecimentos.

De tempos em tempos surge algo novo
Fenômeno cultural nos grandes centros
Certa manifestação espontânea do povo
E normalmente cidade como epicentro

Não há motivo/espaço para repressão
Assim como nasceu vai morrer sozinho
O evento passageiro falece de inanição.

Esses jovens que mal saíram do ninho,
Querem eles apenas chamar atenção,
Por isso inventaram esse tal rolezinho.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Viveneno

Você, antítese da proverbial andorinha
Não traz verão, lhe acompanha inverno
Quando chegou não disse donde vinha
Mas certamente parece ser do inferno

Este seu olhar que por detrás me fita
Enfeitiça qualquer alma simplesmente
Lembrando, como todo mundo acredita
Que você carrega os ovos da serpente

Se é bom com você, bem melhor sem
Arrepio-me quando você se aproxima
Vai-te embora para sempre meu bem!

Além de tudo é pior que minha prima
Naturalmente pois a pergunta me vem:
Prá que serve nome que não dá rima?

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Comerlocal

Quer consumismo nos enfiar pela goela
Produtos industriais com gosto de nada
Mas se queremos sabor usemos panela
E consumamos alimentos sem estrada.

Por que comermos peixe do Vietnam
Que percorreu imensurável distância
Se possível for apreciar pela manhã
Pão feito em casa de trigo da estância.

Ser localívoro é comer racionalmente
Alimentos produzidos na localidade
Numa atitude racional e congruente.

Então nos oferece essa possibilidade
A feira da avenida logo ali em frente
Pois não é desculpa morar na cidade.