segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Planeta sem fronteiras?


Quando na África nasceu a humanidade
Natureza nos deu cérebro e duas pernas
Para que analisemos com judiciosidade,
Prá que nossas andanças fossem eternas.

Partiu o homem da África para o mundo
Era o seu lar então, sem destino traçado
Nômade, cruzou terras como vagabundo
Povoou o planeta, cada nicho, cada lado.

Então criou tribos, países, tudo segregado
Violou pois aquela sua tendência natural
Criou as fronteiras e reuniu-se como gado
Cada país dizendo: transpor aqui é ilegal.

Cadê aquele nomadismo sem fronteiras?
Nossa liberdade de ir e vir, onde foi parar?
Agora não se pode andar por onde queira
Nunca se deve qualquer limite ultrapassar.

Se há uma guerra aí, não é meu problema!
Permaneçam e morram, se este for o caso
Nós nesta nação morreremos de enfisema,
E nem um pouco nos interessa o seu ocaso.

Contudo, se violarem nosso pátrio espaço
Os mandaremos de volta para a sua nação
Não queremos com vocês criar algum laço.
Então não cheguem aqui criando confusão.

Pois vão embora cambada de maltrapilhos
Vocês, migrados, pertencem a outro Estado
E não venham prá cá empanar nosso brilho,
Neste planeta é cada um no seu quadrado!

2 comentários:

  1. Assim é o SER. Sempre foi e temo acreditar q sempre será ...

    ResponderExcluir
  2. Pensei exatamente nisso há pouco tempo ao olhar os refugiados sírios, o que estão passando e como estão sendo tratados os 'irmãos'.
    Cruzes, não levo fé nenhuma na nossa espécie. Levo mais fé naquela minhoca do seu soneto!

    ResponderExcluir