quarta-feira, 30 de maio de 2018

Velhice, idade da razão

Quando  a  leveza da juventude vai embora,
que  permaneça a boa saúde, quem nos dera!
mas,  velhice  nunca  permite,   como  agora,
só nos vêm os invernos, mas não primavera!

Permanecem tantas lembranças de outrora,
que nos parecemos muros repletos de hera;
ingerimos   remédios   de   hora  em   hora,
vivemos tempo enorme na sala  de  espera.

Sonhar  com vida melhor sequer  adianta,
pernas  pesadas, vista curta, o que se tem;
agrura no caminhar,  tão  danosa  e tanta,
que não desejamos tal coisa para ninguém.

Porém há vantagem: nada mais nos espanta
então, ser   livres  como  somos  nos convém.

Um comentário:

  1. Perfeito, meu caro amigo poeta Jair, a velhice é mesmo assim. Um abração. Tenhas uma boa 5ª feira.

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