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domingo, 28 de janeiro de 2018

Essa força


A estrada a vida, o motor a poesia
Que ora rápido e ora lentamente
Por sendas escuras na noite fria
Seguramente vai levando a gente

Pela floresta de pedra sombria
Tortuosa, opressora, talvez ingente
Com ruídos em estranha sinfonia
Poesia, porto seguro da mente.

A força de Érato por aí se estende
Nos tais entornos, então nos prende
Porquanto enxergamos seus clarões.

Como que nos mostrando o caminho
Claramente: “Não estarás sozinho”
Vai desmanchando todos os senões.

sábado, 17 de junho de 2017

Érato

Entre os tantos textos em versos e prosa
Deve haver algum melhor ou prazenteiro
O qual, que tal um autor, portanto me entrosa
E, se há, dele não me faço prisioneiro.

Posso até pensar que é coisa milagrosa
Que nem tudo que faço vai para o chiqueiro
Portanto, Érato, muitas vezes me esposa
Então, lá vou eu com um poema certeiro.

Tão bom é saber que nem tudo vira brisa
Que as vezes alguma qualidade brota
E tão bem que nenhuma vírgula precisa.

Em consequência, não pareço um idiota
De produção sem nuanças, de alma lisa
Com alguma qualidade que não se nota.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Poetemos


De gotas de poesia como alimento
Encaminha poeta seu alumbramento
Bebe e come versos em sua vigília
Quando dorme seus sonhos partilha.

Assim é o poeta de poetar precioso
O qual nas métricas insiste teimoso
Estendendo de Érato um estandarte:
Viu como apreciada é minha arte?”

Vejo o mundo por meus olhos então,
Não julgo e nada cobro de antemão.
Se é beleza que todo mundo queria

Venho brinda-vos com minha criação
Que une onirismo com prática razão,
Transformando triste vida em poesia.

sábado, 31 de outubro de 2015

Poesia é cura


Ela, filha bastarda da literatura
Érato acode seres de alma pura
Longevo poema voa sobre eras
E você o compõe como quisera.

Quando o poeta o diz, está dito
Pois onirismo não gera conflito
Poesia, essa febre intermitente
Cordão umbilical que une gente

Pergunto, como o mundo seria
Sem os poetas, sem sua poesia
Talvez esse feliz enlaçamento

Compulse uma busca partilhada
Nos vetando que efeito manada
Conduza ao desumano desalento.

domingo, 3 de maio de 2015

Ser poeta

Nenhum poeta ostenta serenidade
Se pretender um poetar fecundo,
Algo que desafie sua capacidade
Ou que abale o vazio deste mundo.

Porque não lhe é facultado também
Deixar as coisas em volta observar
Com muita acurácia como convém,
Depois compor um trabalho peculiar.

O poeta é o fulcro da humanidade
Sobre o qual certo universo volve
Sem ele não haveria criatividade
Porque toda a literatura dissolve.

Filho de Érato diz apenas verdade
Que sabedoria do mundo envolve.