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domingo, 29 de abril de 2018

Kafkando

No momento que acabo de acordar,
noto que mudei, para pior até;
não sou mais eu, mas algo singular,
e sequer consigo ficar em pé.

Na parede, Kafka está me olhando,
compreensivo, como tendo dó;
a mim parece pensar: até quando?
Gregor Sansom enfim não está só.

Sem espelho, mas sei que sou barata,
metamorfose de Kafka é arte,
porém, tal literatura me mata.

A barata pensa: por que destarte?
então por que Kafka me maltrata,
pois eu, Gregor Sansom, não vou matar-te.

sábado, 28 de abril de 2018

Kafka interior

Hoje acordei Jair Gregor Sansom,
num terror que nada explica a parada;
não existe redenção, nem algo bom,
na figura dessa traça ou do nada.

Neste conto eu, Jair, nojenta traça,
a qual se impõe poderosa, enigmática;
enquanto, na vida não há o que faça,
um non sense virtual, nessa prática.

E, metafórico, monto equação,
a qual queima pestanas do leitor,
deixando-a sem qualquer solução.

Nos lega vero teatro de horror.
Kafka em enigmática criação,
pra sublimar demônio interior.

sábado, 29 de agosto de 2015

Que bicho sou eu?


De fato, boato sobre mim se espalha
Dizem-me uma criaturinha tão chata
Se me veem se escondendo na tralha
Um bicho asqueroso! mata ele, mata!

Quando esse assassinato então falha
Pode ser considerado simples errata
Pequena derrota nessa feroz batalha
E eu, pobre inseto, não canto bravata.

Mesmo humilde, jamais jogo a toalha
Preferindo portando manter-me pacata
Enquanto toda dona de casa me malha.

Como a bela cigarra não faço serenata
E sequer brigo por dá lá aquela palha
Porque sou a singela e discreta barata.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Insetos


Barata, elas dizem, asqueroso bicho!  
Então o medo as faz subir na cadeira
E a vassoura as expulsa para um lixo,
Pois a Blattellidae é praga derradeira.

Já, o pernilongo, hematófago inseto
Chega zunindo, se fazendo anunciar
E pica qualquer hora debaixo de teto
Invade, sem cerimônia, interior do lar.

Mas há por aí um tal bicho carrapato
O qual, não tem ânus, o cientista diz
Mas que é sugador de sangue de fato.

Contudo há um inseto que parece feliz
A joaninha, colorida que é um barato
Coleóptero que é tudo que barata quis.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013