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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Camaleando



Se você olha no meio da floresta
Mas nada vê, enxerga ou atesta
Será o camaleão possivelmente
Camuflado, do galho indiferente.

O bicho escondido é fenomenal
Há quem confunda com vegetal
Mas é tão somente um disfarce
Que lhe impede qualquer realce.

Ele se alimenta de muitas cores
Que o tornam parte do ambiente
Que lhe impedem de sentir dores.

O camaleão um bicho inteligente
Não será encontrado onde fores
Pois oculto faz parecer ausente.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Nova infância

De novo era aquele menino
De novo falava com bichos
Não fazia nenhum desatino
Havia encontrado seu nicho

No rosto não lhe faltava riso
Cantar como badalar de sino
De quem agora perdeu o siso
Impossível? Não, era destino.

Sem medo de cair no abismo
No pé de manga agora subia
No mundo não havia sismo

Ele sempre alegre se sentia
Sem medo sem pessimismo
Viver assim era o que queria.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Jacaré

Sou um animal muito, muito antigo
Neste lago em que vivo, não dá pé
Dizem que sou ruim, mas nem ligo
E quem me conhece sabe como é.

Com dinossauros convivi bastante
Eles já se foram e aqui eu continuo
Nem penso no que pode vir adiante
Se homem deixar eu aqui perpetuo.

Com boca grande e rabo comprido
Muita gente de meu jeitão tem medo
Mas digo, não tem qualquer sentido.

Gosto de dormir e não acordo cedo
Com peixes e outros bichos eu lido
Tudo alimento que entra no enredo.

domingo, 13 de setembro de 2015

Que bicho sou eu?


Sobre galhos e troncos caminho lento
Pouco importa se uma pressa me atiça
Quem gosta de velocidade é um vento
Ou aquele que está atrasado pra missa.

Se me vejo açulado para, então sento
Se acelerar é uma impositora premissa
Paro e permito-me pensar um momento
Que aqueles apressado se faça justiça.

Pelos que por aí correm eu não lamento
São vítimas inocentes da própria cobiça
Por que sua pressa não tem cabimento.

Para locomover-me ando pela mantissa
Sem desgaste sem nenhum sofrimento
Sou bicho quase parado sou a preguiça.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Que bicho é este?


Tenho seis pernas portanto sou inseto
Não sou gordo sou esbelto como palito
Zumbidor e agitado, nunca fico quieto
Atazano as pessoas é o que têm dito.

Se perturbo o justo sono não me afeto
Mas por isso me denominam maldito.
Dai então levanto voo e pouso no teto,
E o dorminhoco picado do alto eu fito.

Como não sou politicamente correto
Por choro humano não me torno aflito
Não me importo se pico o avô ou neto
E para mim inseticida é somente mito.

Engana quem pensa que sou discreto
Pois saibam, sou o terrível mosquito.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Insetos


Barata, elas dizem, asqueroso bicho!  
Então o medo as faz subir na cadeira
E a vassoura as expulsa para um lixo,
Pois a Blattellidae é praga derradeira.

Já, o pernilongo, hematófago inseto
Chega zunindo, se fazendo anunciar
E pica qualquer hora debaixo de teto
Invade, sem cerimônia, interior do lar.

Mas há por aí um tal bicho carrapato
O qual, não tem ânus, o cientista diz
Mas que é sugador de sangue de fato.

Contudo há um inseto que parece feliz
A joaninha, colorida que é um barato
Coleóptero que é tudo que barata quis.