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segunda-feira, 25 de junho de 2018

A tormenta

Um campo florido de cores deslumbrantes,
bom sol em céu límpido resplandecendo;
bucolismo básico como não se viu antes,
e surge no horizonte um vendaval horrendo.

Os pequenos bichos se recolhem as grutas,
aves que piavam, escondem suas vozes;
sons que se ouviam fazem parada abrupta,
estático, um esquilo que guardava nozes.

Agora a campina tal um verde deserto,
cerra seus movimentos como quem dorme,
porquanto tal tormenta virá, mais que certo.

E tudo nos mostra um desmantelo enorme,
de modo que ninguém quer ficar por perto,
porque tudo no campo ficará disforme.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

A natureza e o homem

Maravilha-me a natureza, dita bruta,
assim como a vemos, arredores a fora;
na floresta, ave que canta, o rego que chora,
bando de morcegos descansando na gruta.

Desse bucolismo todo a beleza aflora,
em tudo que o homem enxerga ou escuta;
e onde não há sequer conflito nem luta,
porquanto essa harmonia nunca tem hora.

Tudo funciona, a mata, o riacho e vento,
no horizonte altas as montanhas imperando,
verde contrastando com o firmamento.

Então muito perfeito, porém até quando,
a natureza suporta o homem jumento,
esse que se acha o imperador no comando?

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Da vista da colina

Sentado no topo desta colina
Ao longe uma pequenina aldeia
Mata, caminhos, tudo certo, creia
Pensamento na criação divina.

Vejo mensagem sutil, cristalina
Que mantém minha mente cheia
E vital fluxo correndo na veia
Nesta paisagem que algo ensina.

Acho que seja por tal bucolismo
Ou por esta mente contemplativa
Gosto por demais desta estação.

Não há susto de vulcão como sismo
O que se vê é a natureza viva
Que ao caos mundial, daqui diz não.