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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Estultice em mim


Eu não sei que saber dá ciência boa,
O que sei não vale um tostão furado,
Meu saber desliza para o nada a toa,
Sapiência é somente algo ali ao lado.

Talvez seja qualidade a minha burrice
Que carrego neste mundo aborrecido
Apedeuta, em mim profunda estultice
Que conspícua e humilhante tem sido.

Como mais aprender, não tenho ideia
De todos que conheço fico pois atrás
Nunca o palco, meu lugar é na plateia.

Essa burrice em mim é total, contumaz
Se algum dia, o saber em mim estreia
Nem imagino do que poderei ser capaz.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Soneto para a WEB


Nesta vasta irmandade blogueira
Entre textos férteis e inspirados
Conhecemos montes de besteira
Em cada página e todos os lados.

Dificilmente pois não seria assim
Acarta-se eruditos e apedeutas
De escrita primorosa ou chinfrim
Escritores, poetas e terapeutas.

Importa somente boa disposição
Mais até mesmo que boa cultura
Porque aqui ninguém é sabichão.

Então vejamos que a essa altura
Registra-se até mesmo ramerrão
Ainda que o essencial seja leitura.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Homo stultus

Homem é dos bichos o mais estranho
Único que mata e destrói sem motivos
Mesmo que não resulte nenhum ganho,
É um carrasco maldoso dos seres vivos.

É o bicho mais perigoso deste Planeta
Inventa sempre novas formas de matar
E não existe maldade que não cometa
Em todo o tempo e em qualquer lugar.

Além de tudo é o bicho mais traiçoeiro
Embora aos ventos se anuncie humano
Se a farinha é pouca seu pirão primeiro
E todos os demais que entrem pelo cano.

Como seu deus maior apenas o dinheiro
Num egotismo agressivo assaz insano.