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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Meus grilos


Há certos grilos na minha cabeça
que, por vezes, me deixam inquieto,
porém, quero ser apenas discreto,
então não desejo que isso cresça.

Grilos há, que tornam a vida avessa,
outros, tão verdades como concreto
mas, ocultos nalgum canto secreto,
só esperando que você adormeça.

Se nem no repouso se encontra paz,
então como é que um homem faz
para livrar-se de demônios tantos?

Realmente uma cobrança estranha
que se resolvida tudo se ganha
desnecessário apelar aos santos.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Uma mente livre...


Deixe a mente totalmente aberta
Que, certamente, virá a faísca
Porque criar não tem uma hora certa
E a idéia genial pode ser arisca.

As vezes, um evento te desperta
Pois um brilho na mente corisca
Então a cabeça que estava deserta
Em novos patamares se arrisca.

Pode ser um pássaro gorjeando
Sobre o galho, maviosas canções
Como a cortejar o seu próprio bando.

E pode lhe advir algumas questões
Que suas sinapses vão baralhando
Pra alcançar almejadas soluções.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Vice versa

Tem dois lados o cérebro humano
Cada um com sua particular feição
Diferenças múltiplas até no arcano
O que pra um é sim, pra outro é não.

O lado esquerdo aposta na direita
Então o outro ao contrário registra
Pois um ao outro sempre espreita
Um na destra e o outro na sinistra.

Portanto não os julguemos em vão
Pois cada um ajusta à sua maneira
O jeito certo de contrapor oposição.

E lá se vão carregando a bandeira
Como se fosse suprema obrigação
Mas sabem, é apenas brincadeira.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Já sem melenas*


Nesta cabeça já não vejo cabelo
Sei que este momento chegaria
Tal bola de bilhar esperava sê-lo
Pista de mosquito escorregadia.

Cabelos sempre caem, sem apelo
Pois manter-se cabeludo é utopia
Este fato é real e é normal sabê-lo
E sinta-se feliz pelo pêlo que havia.

Imagine cabeludo o seu cotovelo
A cabeça precisando de terapia
Guardado por dentro o cerebelo

Aquela anomalia não entenderia
E este fato deixando entristecê-lo
Expulsando da vida toda alegria.

* Ainda tenho meus cabelos, este soneto foi composto para um amigo meu desprovido de cobertura pilosa.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011