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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Cantarolando

Naquele canto canta o bem-te-vi
E espanta as cinzas o seu canto
Canta o canto lá como fosse aqui
E o cinza que espanta, espanto.

Sonho com seu canto porquanto
Como é, como fosse, como tanto
Pássaro que espanta o cinzento
Também abole mau pensamento

Então bem-te-vi bem-vindo seja
E tanto quanto quiser aqui cante
Enquanto tomo minha cerveja

Talvez meus males eu espante
E nunca mais cantando te veja
Mas tudo que ouvi é o bastante.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Ao grilo

Soneto-acróstico 

Grilo que na floresta o canto desfia
Riscando tons nas cordas do violino
Ignorando que é assunto de poesia
Ligado não comete sequer desafino.

Onde estiver seu canto ouvido seria
Envolvente, irritantemente argentino
Apenas denotando sua vera alegria
Sabe tanger cordas, é o seu destino.

Era esse grilo que o poeta descrevia
Repleto de candura sem nenhum tino
E que estava no telhado em cantoria.

Sendo assim meu comentário assino
Tal grilo certamente sabe a melodia
Até porque não faz nenhum desatino.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Soneto-acróstico

Ao conto

Conta-se que uma vez em algum recanto
Apenas num lugar qualquer sem encanto
Nasceu ali na mente de um escritor pronto
Tesouro literário no belo formato de conto.

Advento, um dos mais notáveis, portanto
Nas suas linhas talento deitava o manto
De onde fluíam como fosse contraponto
Ousados temas sem qualquer desconto.

Onde ao encará-lo nunca nem desmonto
Contrário, cá é fonte de prazer e espanto
Onde conta um conto aumenta um ponto.

Não que precise comentar por enquanto
Tenho que admitir, não existe confronto
O mais da vezes muito gosto no entanto.