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terça-feira, 29 de maio de 2018

A idade manda

Claro, há milhões de óbices contra a idade,
essa que nos acossa e oprime bem de perto;
contudo, é somente  isso:  uma  realidade,
ser  idoso  não quer dizer menos desperto.

E contornar os anos? Nem que a vaca tussa!
acatemos   nossa   velhice   em  justa  calma,
porque  os  saberes  do  mundo  nos debruça,
e quando o corpo decai, se reconstrói a alma.

Ah, mas não era desse jeito que eu desejava!
não  importa,  é a  natureza quem comanda,
que caga e  anda se uma  pessoa está brava.

Mesmo  que  a tevê faça sua propaganda,
a  cada  ano,  mais  a decrepitude agrava,
e horrores da velhice aumentam demanda.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Sou vítima de DNA

Eis que, o  joelho  direito já não está bem,
minha  vista     imagens baralhadas  vê;
e existem muitas outras mazelas também,
que vêm, permanecem e sequer sei porquê.

Que ocorreu com aquele abundante cabelo,
que  acomodava-se  nesta  minha  cabeça;
o  qual,  agora   pois,  mal  consigo  vê-lo,
antes  que  totalmente  pois   desapareça?

Cada órgão do corpo a mim quer dizer não
e equacionar  o  que  acontece  me  intriga,
talvez cada dia um prego a mais no caixão.

Sequer penso em comprar essa terrível briga,
porque  esse problema  jamais  tem  solução,
sou vítima de  Data de Nascimento Antiga.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Decrepitude é isso

Percebendo certa flacidez de meus braços
Descubro uma decrepitude de repente
Agora sei que a minha percepção não mente
Quando só libera informes assim escassos.

Eu deveria observar os trôpegos passos
Os quais muito pouco me conduzem à frente
E atividade tão parca da minha mente
Sem contar que tais estímulos estão lassos.

Além de tudo a paisagem me parece erma
Como se minha cabeca estivesse enferma
Também corre acelerado meu calendário!

Dias, meses e anos passam rápido, então
Me dizendo que existência é a negação
Porquanto esperar a morte é meu calvário.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Aí vem o futuro


Minha esperança me obriga olhar adiante
Para avaliar se existe esperança à frente
Entretanto, parece, nada enxerga e sente
Que seja especialmente bom e flagrante.

Como agora, o futuro terá mal abundante
Cada humano potencial escroto demente
Cobrando o olho por olho dente por dente
Em alucinada sortida pelo mundo errante.

Como filme de ficção sem nenhuma ironia
Vivendo no mundo sinistro, absurdo, atroz
Que roubou a bondade, e deixou alma fria.

Ao perceber essa decrepitude perco a voz
Como pode um futuro sem alguma poesia?
Onde cada um, entre bilhões, estará a sós?

sexta-feira, 17 de março de 2017

Decrepitude

Os pés arrastando, cansados olhos baços
Percebendo o mundo como estivesse lento
Falando pouco, escrutina com pensamento
Vive a incapacidade de seus cansaços.

Encolhido sequer se expande nos espaços
O mundo parece turvado e pardacento
Cada dia que acorda torna-se um tormento
Porque desapareceu o tônus dos seus braços.

Esta vida das esperanças destroçadas
Repleta de decepções, eivada de nadas
É uma triste velhice irmão, poço sem fundo.

Inferno de Dante, de gente impenitente
Onde grassam dores e lamentos ardentes
As quais suplicam para agora, o fim do mundo!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Senil

Olha aquele ser que vai se arrastando.
Será o dinossauro que se perdeu por aí,
Então está ao léu procurando o bando,
Perplexo, não se acha, e não caiu em si?

Tem olhar vago a dizer, como, quando?
Um dia fui passear um tanto e me perdi
Agora não sei se vou, volto, me mando.
Gastei energia, até nas calças fiz xixi.

E bem forte já foi, hoje do vento apanha
Nota-se como fazendo parte do cenário
Átomo perdido na teia de uma aranha.

Resta-lhe este arrastar lento e solitário
Indaga-se quem é essa figura estranha?
O que vemos aqui? é o septuagenário!

domingo, 1 de janeiro de 2012