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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A lama


Corre pro mar a lama avermelhada
Da displicência e descaso oriunda
Cara de paisagem, a Vale diz nada
Os pobres do vale tomam na bunda.

Até quando essa gente humilhada
Continua atolada nessa barafunda?
Poder público, tremenda cambada,
Nesse atoleiro diz que não afunda.

Rio Doce com aves e peixes morre
Não se dá bola para os ribeirinhos
Enquanto a lama pelo leito escorre.

Quando houver brio um pouquinho
A Vale sai da inércia, vai e socorre
Prá quem acredita no bom velhinho!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

De que vale a Vale?

(Ao jeito de Ruy Barbosa)

De tanto ver o vetusto verde vencido
Pela ganância dessa ignóbil criatura,
De tal porte que além não mais dura
Na árida mata já sem algum sentido;

Quando mais a Vale é ente bandido
Dum tipo que só vantagem procura
Numa ausência total de compostura,
As florestas e rios perdem colorido.

Nos vemos vítimas dessa vil dança,
Adiante, do rio Doce uma morte rude,
E um futuro destituído de esperança;

De tanto aguentar a criminosa atitude,
Que leva uns a nadar na abastança:
O decente sente vergonha da virtude.