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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Intento

Intenta clamar ao mundo meu triste canto
Pois pretendo não fazer denuncias vazias
Há toda a perversidade que vara dias
Nesta terra nenhum homem parece santo.

Confesso, com tal obra não sei se abrilhanto
Mas, nela costumo pôr minhas energias
Quem sabe, em busca de veras epifanias
Enquanto, pois, isso tudo me causa espanto.

Este mundo de potencialidades plenas
Mas onde existem tantos campos de aridez
Ó belo mundo, quais soluções nos acenas?

Quanto a mim, não sei, que acham vocês?
Porque estas vidas de durações pequenas
Saber isso, jamais teremos tempo, talvez.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Tudo é lama

De Brasília à Mariana, mortal lama pura
Vale e governo, de bom, nenhum gesto
Conluiados da impunidade na tessitura
Atos libidinosos, num autêntico incesto.

Não sou Diógenes, não ando à procura
Sequer saio às ruas em formal protesto
Acho-me acometido de mal que perdura
Pois eu tenho vergonha de ser honesto.

Roubalheira nesta República, é cultura
O Parlamento de meliantes está infesto
Rouba, então programa pilhagem futura
Num ritual espontâneo e também lesto.

E o povo? ora essa plebe é cavalgadura
Fica sempre a mercê do larápio funesto.