Da Europa chegou ávido,
o lusitano:
Ilha de Santa Cruz, olha, desabitada!
Aqui vivia o silvícola
um ser humano
Desprezado pelo branco
como nada.
O dia de hoje tenta
desfazer injustiça
Sentida por quem cá
sempre morou
Ímpio luso somente
rezou sua missa
Nada trouxe, daqui
quase tudo levou.
Dos índios tiraram a
cultura e a terra
Indefeso e triste o
natural agora está
O mandrião luso lhe
declarou guerra
Somente índio perdido, no mundo há.
Somente índio perdido, no mundo há.
