Nas
intermitências desta vida humana
São os filhos
que suportam meu futuro
O código genético
que de mim emana
Tem nas suas
células um porto seguro.
Ágil
espermatozoide ganhou a gincana
E na membrana vitelínica fez um furo.
Sendo o único a
adentrar a membrana,
Cedeu aquela
mensagem ao nascituro.
Portanto, com
eles a genética eu partilho
Pois agora são
mensageiros eventuais
E que ainda
terão os seus próprios filhos.
Mesmo sendo
biologicamente individuais
Repetem
arranjos como sendo estribilhos:
Minha
continuidade e dos seus ancestrais.