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domingo, 29 de abril de 2018

Kafkando

No momento que acabo de acordar,
noto que mudei, para pior até;
não sou mais eu, mas algo singular,
e sequer consigo ficar em pé.

Na parede, Kafka está me olhando,
compreensivo, como tendo dó;
a mim parece pensar: até quando?
Gregor Sansom enfim não está só.

Sem espelho, mas sei que sou barata,
metamorfose de Kafka é arte,
porém, tal literatura me mata.

A barata pensa: por que destarte?
então por que Kafka me maltrata,
pois eu, Gregor Sansom, não vou matar-te.

sábado, 28 de abril de 2018

Kafka interior

Hoje acordei Jair Gregor Sansom,
num terror que nada explica a parada;
não existe redenção, nem algo bom,
na figura dessa traça ou do nada.

Neste conto eu, Jair, nojenta traça,
a qual se impõe poderosa, enigmática;
enquanto, na vida não há o que faça,
um non sense virtual, nessa prática.

E, metafórico, monto equação,
a qual queima pestanas do leitor,
deixando-a sem qualquer solução.

Nos lega vero teatro de horror.
Kafka em enigmática criação,
pra sublimar demônio interior.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Eu, quase poeta

Assim o pseudo poeta se comporta
Permite-se escrever até abstrações
Encontra inspiração em letra morta
Nas entrelinhas levanta as questões.

Amador, contrário aos profissionais
Sofre com a falta de alumbramento
Longe de vastos saberes e que tais
Imagina-se ledo pregando ao vento.

Mas como nunca é proibido sonhar
Então esperanças para futuro tem
Rimas pobres em verso rudimentar
Inclusive criações originais também.

Kafkiano puro, do hermetismo pilar,
Ele é poeta esconso como ninguém.

domingo, 10 de agosto de 2014

Kafkando

Lá longe vem de Kafka, Gregor Sansom
O terror que nada explica nessa parada
Não existe redenção, nem um lado bom
Na figura de tal monstro vindo do nada.

Neste conto o telefone é aquela barata
A qual se impõe poderosa, enigmática,
Enquanto a vida de Sansom arrebata
Um non sense virtual, naquela prática.

Kafka, metafórico montou uma equação
Que queima pestanas de seus leitores
Deixou-a pra posteridade sem solução
Nos legou autêntico teatro de horrores.

Hoje nós pastichamos Kafkiana criação
Para sublimar os demônios interiores.