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terça-feira, 15 de maio de 2018

Outro tributo a Gregório de Matos

Um todo unívoco nunca existe,
porque se o fizermos, será arte;
então por enigmático e triste,
cada todo é apenas uma parte.

E mesmo que seja ereto, em riste,
perguntar-se-á: por que destarte?
e por que apesar de tudo resiste,
como se fora firme baluarte?

Talvez um todo sejamos só nós,
e parte dalgum conjunto integrante,
como nossas partes feitas de pós.

Mesmo sendo só parte, indo adiante,
apesar dos óbices, e dos nós,
e todo ou em partes sempre elegantes.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Tributo a Gregório de Matos


Me  ponho  a  estabelecer estudo,
que para mim resolva esta parada;
um nada  é alguma coisa, contudo,
tudo e nada, coisa indeterminada.

Porém, tal como me acho abelhudo,
eu  caminho  firme  nesta jornada;
então  sabendo-me  nada sortudo,
tudo deixa minha mente animada.

Nada, por  certo,  terá  conteúdo,
se alma de alguém  estiver ocada,
ao contrário, se corpo for bojudo.

Por fim, a  coisa desembaralhada:
a  soma de muitos  nadas dá tudo,
subtraindo nadas de tudo dá nada.