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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Velhice, idade da razão

Quando  a  leveza da juventude vai embora,
que  permaneça a boa saúde, quem nos dera!
mas,  velhice  nunca  permite,   como  agora,
só nos vêm os invernos, mas não primavera!

Permanecem tantas lembranças de outrora,
que nos parecemos muros repletos de hera;
ingerimos   remédios   de   hora  em   hora,
vivemos tempo enorme na sala  de  espera.

Sonhar  com vida melhor sequer  adianta,
pernas  pesadas, vista curta, o que se tem;
agrura no caminhar,  tão  danosa  e tanta,
que não desejamos tal coisa para ninguém.

Porém há vantagem: nada mais nos espanta
então, ser   livres  como  somos  nos convém.

terça-feira, 29 de maio de 2018

A idade manda

Claro, há milhões de óbices contra a idade,
essa que nos acossa e oprime bem de perto;
contudo, é somente  isso:  uma  realidade,
ser  idoso  não quer dizer menos desperto.

E contornar os anos? Nem que a vaca tussa!
acatemos   nossa   velhice   em  justa  calma,
porque  os  saberes  do  mundo  nos debruça,
e quando o corpo decai, se reconstrói a alma.

Ah, mas não era desse jeito que eu desejava!
não  importa,  é a  natureza quem comanda,
que caga e  anda se uma  pessoa está brava.

Mesmo  que  a tevê faça sua propaganda,
a  cada  ano,  mais  a decrepitude agrava,
e horrores da velhice aumentam demanda.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Velhice

As vezes me sinto velho e cansado
E sento-me, a lamber minhas feridas
Então me vêm dores indefinidas
Que maltratam este corpo fatigado.

Sinceramente? Sou gente “no estado”
Que já viveu, talvez, múltiplas vidas
E que anda sobre estas pernas tremidas
Vive de teimoso, como o ditado.

Acompanha-me constante fadiga
Que portanto já se tornou amiga
Então minha autonomia governa.

Veja, ser um velho me deixa farto
Mesmo sabendo que bem logo parto
Para que a desgraça não seja eterna.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Homo idosus

Vai, idoso, fazer sua caminhada lenta
Indo pra longe, talvez, de sua morada
E saiba que de andar, idade não isenta
Pois está a tua espera, a trilha calada.

Porém, ninguém é moço com mais de sessenta
Embora a vida seja muito sossegada
Contudo, se correr por aí você intenta
Lembre que é difícil até subir escada!

Mas, perceba a magreza deste seu teu braço
E a quase inexistência da sua bunda
Essa presbiopia no teu olhar escasso.

Enquanto mais nos teus anos você afunda
Então, uma advertência portanto lhe faço:
De tanto olhar o solo vai ficar corcunda.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Envelhecendo

Cadê a força que existia nos meus braços?
E que pneus são estes já na minha cintura?
Porque, no meu cabelo há tantos espaços?
E até minha visão, sem óculos, fica escura?

Atualmente será que estou a quebrar laços
Ou é somente reflexo de uma vida madura
Que, não obstante, as negaças e rechaços
Debuxam o curto caminho para a sepultura?

Contudo é assim tudo que vive se desgasta
E não há porque ficar desarvorado, portanto
Deve-se aproveitar esta existência, e basta.

E entenda, não importa que se viveu quanto
Importa somente que seja experiência vasta
E que tenha aproveitado todo o seu encanto.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Decrepitude é isso

Percebendo certa flacidez de meus braços
Descubro uma decrepitude de repente
Agora sei que a minha percepção não mente
Quando só libera informes assim escassos.

Eu deveria observar os trôpegos passos
Os quais muito pouco me conduzem à frente
E atividade tão parca da minha mente
Sem contar que tais estímulos estão lassos.

Além de tudo a paisagem me parece erma
Como se minha cabeca estivesse enferma
Também corre acelerado meu calendário!

Dias, meses e anos passam rápido, então
Me dizendo que existência é a negação
Porquanto esperar a morte é meu calvário.



quinta-feira, 14 de julho de 2016

À idade

A regra é, a idade nos dará sapiência
Tanta quanto nossa responsabilidade
Assim, embora a vida não seja ciência
Labor e estudo conduzem à verdade.

Mas para maturar há que ter tenência
Aceitar desafios e gozar de liberdade
Tudo considerar com boa consciência
Um preço módico pela tal maturidade.

Reiterar sempre o que se tem certeza
Incorporar porém as novas tecnologias
Deixar simplesmente esperança acesa.

A idade nunca vai nos cobrar ousadia
De fato, sequer trará alguma surpresa
Ela apenas confirmará o que se previa.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Passa o tempo


Frente ao espelho quando vejo meu rosto
Sei que que se aproxima o fim da batalha:
Pele flácida, decompondo-se ao sol posto,
Informando que passar dos anos não falha.

Em quase tudo sou aquele ser decomposto,
Onde essa idade madrasta tanto trabalha.
O tato, a vista, o ouvido, o olfato e o gosto,
Desagregam-se, me indicando a mortalha.

A carne não é somente matéria bastarda,
Que com o tempo vai perdendo seu brilho
É indicador mostrando o tempo que tarda,
Que é hora de passar cetro para seu filho.

Então não olho amoque para a retaguarda
Porque a sepultura será meu próximo exílio.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Decano


Se idade é experiências se acumulando
Setenta anos, e sou um pouco mais eu
Porquanto mais saberes estou somando
Descontando tudo aquilo que se perdeu

É a soma de tudo aquele idoso homem
O qual foi existindo um dia de cada vez
Enquanto novas experiências se somem
Construindo um renovado homem talvez.

Mas o menino dentro de cada um existe
Que num remoto dia correu pela calçada,
E que era alegre embora hoje seja triste
Carregado por anos que lhe são maçada.

Contudo, mantenha seu sorriso em riste,
Tornar-se velho não será fim da estrada.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Que merda!

Que a todos nós alcança a idade
Ulterior e trágica constatação é
Acima de tudo essa crua verdade
Não se trata mera questão de fé.

De repente dóem todas as juntas
Ontem eu era um jovem sestroso
Chega porém hora de perguntas
Hoje sou somente um ser idoso?

Em algum ponto perdi esse bonde
Ganhando quilos e perdendo vida
Aquilo que eu tinha estará aonde?
Aquém, talvez além dessa avenida.

Viver muito ou é um prêmio ou peso
Em resposta de como alguém viveu
Longe da tristeza com vigor aceso
Homem sente que o mundo é seu

Idade seja portanto tu bem vinda
Com tudo que este velho aprendeu
Encantado com esse existir ainda
É como se uma vez mais nasceu.

Finalmente uma coisa ruim também
Ontem praticar sexo quase todo dia
Deitado, em pé, até dizendo amém
Agora para trepar me falta energia.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Atalaia


Ontem éramos nós lépidos e jovens
Tudo que sólido é desmancha no ar
Embora ainda continuemos homens
Muitíssimo se perdeu ao se evaporar.

Penso que melhoramos com a idade
O tempo nos avisando o tempo todo
Não é assim pois isso é mediocridade
Ouvi: viemos do barro, iremos ao lodo.

Saudável é admitir que se é um velho
Assim torna-se mais simples continuar
Viver sem preocupação eu aconselho.

Isso tornou-se uma sabedoria milenar
Sobretudo se conhecemos evangelho
Aonde Matusalém é um nunca acabar.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Que merda!


Que a todos nós alcança a idade
Uma irrevogável constatação é
Acima de tudo essa crua verdade
Não se trata uma questão de fé.

De repente doem todas as juntas
Ontem eu era um jovem sestroso
Chega agora hora de perguntas
Hoje sou apenas homem idoso?

E nalgum ponto perdi o bonde
Ganhando quilos perdendo vida
Aquilo que eu tinha está aonde?
Aquém, talvez além da avenida.

Viver muito será prêmio ou peso
Em resposta de como se viveu
Longe da tristeza com vigor aceso
Homem sente que o mundo é seu

Idade seja portanto bem vinda
Com tudo que o velho aprendeu
Encantado com esse viver ainda
É como se novamente nasceu.

Finalmente, coisa ruim também
Ontem era fazer sexo todo dia
Deitado, em pé, dizendo amém
Agora para trepar falta energia.


sexta-feira, 7 de março de 2014

Limerique

Sessenta anos é idade do metal
Prata na cabeça e prótese dental
No bolso um pouco de ouro
E sem qualquer desdouro
É ferro na bunda e chumbo no pau.

sábado, 27 de julho de 2013

Limerique



Inexorável, o tempo nunca pára
Sua ação assaz é muito clara
Acrescenta-nos cãs
Desfaz esperanças vãs
E, por último, enruga nossa cara.