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terça-feira, 22 de maio de 2018

Saudosismo



Me vejo o menino tolo de outrora,
que cria em duende e feiticeira;
era quando brincava a qualquer hora,
gozando a vida na minha Palmeira.

Gostava de ver no campo as flores,
inocência e bucolismo um quanto;
a que lembrar infância sem dores,
e o mundo lá fora verdadeiro espanto.

Uma Palmeira dos meus verdes anos,
ou criação duma mente saudosa,
a qual constrói fantasias e enganos?

Palmeira, a enxergo mui carinhosa,
nos acolhedores espaços urbanos,
Cidade Clima, imponente e formosa.

domingo, 13 de maio de 2018

Minha mãe

Eis que nunca se trata burro a pão-de-ló,
ditava o adágio, minha mãe por toda parte;
a dizer que de estultos pra não se ter dó,
pois estes o são porquanto querem destarte.

Ditados e adágios dela eram baluarte,
alguns simples, mas outros do borogodó;
como: “Se o bolo é bom, burro quem reparte” ,
e:  “Quem tem bons amigos nunca fica só”.

Era assim minha querida mãe Leonor,
excelente cozinheira de carne e massa;
que seus ditados sabia sempre onde por.

Naquela vida, de bens e dinheiro, escassa,
dona Leonor nos dava exemplos e amor,
com sapiência de vida e bastante graça.

terça-feira, 21 de março de 2017

Rememorando

Olho para trás e as vezes sinto saudades
Das histórias, dos eventos e dos caminhos
Sei, não foi um paraíso de felicidades
Havia muitas rosas, milhares de espinhos.

Mas, marcaram de sobejo, tantas bondades
A natureza, rios, aves, seus nos ninhos
É fácil esquecer traições e falsidades
E que nessa estrada não estamos sozinhos.

Agora meu semblante assim meio tristonho
E meu sentimento pelo mundo espalhado
É pragmática existência reduz o sonho.

As vezes uma incômoda cota de agrura
Deixa impressão à minha vida ter chegado
Bloqueando a querida e benvinda ventura.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

O Homem

Inspirado em Augusto dos Anjos

Hoje velho, fico revivendo minha infância,
Que parece distante, existiu em outra era
Talvez mais pura, mais honesta e sincera
Que, agora, à velhice oferece substância.

Claro, lhe fornece douração, tal distância,
Acrescenta até alguma dose de quimera
Que, parece, é talvez algo que se espera
Nada do gênero angustioso de dar ânsia.

Toda maturidade será portanto um misto
De infância e mocidade, porquanto existo
Enquanto momentos bons e ruins somem.

Fazendo de mim quem sou, exatamente
Um animal racional o qual pensa e sente
Em outras palavras, fez-me um homem.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Reminiscências

imagem obtida na internet.
Da minha infância lembro dos riachos
Dos bagres e lambaris nas corredeiras
Quando pesca de anzol era brincadeira
E vida toda era descontração, eu acho.

Iscas de minhocas, rolha, anzol e linha
Bornal atravessado, na cabeça um boné
Mais vontade que peixe, bem mais até
E bastante disposição é o que se tinha.

Porém é do tico-tico que mais lembro
Nidificando em meados de setembro,
Quando nos arbustos seu ninho fazia.

Ainda hoje é muito vívida a lembrança
Do quanto fui aquela realizada criança
Que ouvia pio do tico-tico com alegria.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Reminiscências


Da minha infância lembro dos riachos
Dos bagres e lambaris nas corredeiras
Quando pesca de anzol era brincadeira
E vida toda era descontração, eu acho

Iscas de minhocas, rolha, anzol e linha
Bornal atravessado, na cabeça o boné
Mais vontade que peixe, bem mais até
E bastante disposição é o que se tinha

Porém é do tico-tico que mais lembro
Nidificando em meados de setembro,
Quando nos arbustos seu ninho fazia.

Ainda hoje é muito vívida a lembrança
Do quanto fui aquela realizada criança
Que ouvia pio do tico-tico com alegria.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Riacho


Da minha infância lembro dos riachos
Dos bagres e lambaris nas corredeiras
Quando pesca de anzol era brincadeira
E toda vida era descontração, eu acho

Iscas de minhocas, rolha, anzol e linha
Bornal atravessado, na cabeça um boné
Mais vontade que peixe, bem mais até
E bastante disposição é o que se tinha

Agora só relembro aqueles momentos
Sem os quais a vida não seria igual
Talvez somente aquela janela vazia

Que não evocasse algum pensamento
Nada que que tornasse a vida especial
Nada me que trouxesse fluente alegria.

sábado, 24 de dezembro de 2011