Há palavra nobre,
que é erudita
Cheia de
circunlóquios e axioma
A qual, prá falar
precisa diploma
Senão fica-se bem
mauzão na fita.
Há palavra tosca e
outra bonita
E aquela que, de
repente, assoma
Com certos dengues
e, talvez, aroma
E que sempre será
bem escrita.
Mas existe alguma
que até satura
E, sinceramente, sem
ressonância
Melindrosa e repleta
de frescura.
Então não a uso com
constância
Pois no meu texto
ela pouco dura
Além disso, não
confere elegância.
