Mostrando postagens com marcador Lama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lama. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

No manguezal

Imagem da internet

O caranguejo com suas tenazes
Vivendo neste ambiente aquoso
Onde sobrevivem os mais capazes
Terá que ser crustáceo vigoroso.

Esse bicho de vários tons lilases
Naquele ambiente tão paludoso
Muitas vezes vítima dos tetrazes
É um animal deveras cuidadoso.

Na maré baixa, mangue é seu jardim
Comendo folhas, vive bem assim
Onde vive teme apenas o homem.

Na lama cava profundo buraco
Onde se esconde do ente velhaco
Quando este chega, os bichos somem.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Escorre a lama

Por incúria e descaso da milionária Vale
A lama que atinge ribeirinhos em partilha,
Exigindo que neste país ninguém se cale,
Concorre com a lama que flui de Brasília.

No Parlamento não há quem não regale
Até apaniguado humilde, se puder, pilha
E o Planalto, à súcia de ladrões equivale
Executivo? mais parece uma camarilha.

E a lama mortífera impunemente escorre
O responsável? Ninguém sabe e não viu
Pela verdade, neste país ninguém morre.

Todos preocupados com o bem do Brasil
O povo, de abastança tomando um porre
Quem reclamar que vá a puta que o pariu.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Tudo é lama

De Brasília à Mariana, mortal lama pura
Vale e governo, de bom, nenhum gesto
Conluiados da impunidade na tessitura
Atos libidinosos, num autêntico incesto.

Não sou Diógenes, não ando à procura
Sequer saio às ruas em formal protesto
Acho-me acometido de mal que perdura
Pois eu tenho vergonha de ser honesto.

Roubalheira nesta República, é cultura
O Parlamento de meliantes está infesto
Rouba, então programa pilhagem futura
Num ritual espontâneo e também lesto.

E o povo? ora essa plebe é cavalgadura
Fica sempre a mercê do larápio funesto.

domingo, 29 de novembro de 2015

A quadrilha

Cadê o Doce vale que estava aqui
Onde gente tão humilde vivia feliz?
Que agora procurando não mais vi
Sobre o que a Vale cala, nada diz?

Cadê a floresta onde voeja o colibri
Que, parece, arrancada foi pela raiz
Lama grudenta descendo em frenesi
Da vila que encontrou fez o que quis.

No país da impunidade escorre lama
E outros problemas enervam Brasília
Salvar seu mandato poder proclama.

Nada importa àquele que mais pilha
Se o flagelado está comendo grama
Ele está confortável com a quadrilha.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A lama


Corre pro mar a lama avermelhada
Da displicência e descaso oriunda
Cara de paisagem, a Vale diz nada
Os pobres do vale tomam na bunda.

Até quando essa gente humilhada
Continua atolada nessa barafunda?
Poder público, tremenda cambada,
Nesse atoleiro diz que não afunda.

Rio Doce com aves e peixes morre
Não se dá bola para os ribeirinhos
Enquanto a lama pelo leito escorre.

Quando houver brio um pouquinho
A Vale sai da inércia, vai e socorre
Prá quem acredita no bom velhinho!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Consolo

Nossas tristes almas desconsoladas
As quais talvez por mera ignorância
Saíram de onde estavam acomodadas
Do barro que é nossa vital substância.

E não posso explicar desassossego
Que nossa mortal alma agora sente
Porquanto deixou o bom aconchego
Pra ser mais um peregrino somente.

Agora o Homo sapiens esse bizarro
Andrajoso ser que rasreja na lama
E se acha realizado com um carro
Descobre-se um escravo da fama.

E nunca mais quer retornar ao barro
Porque prefere dormir numa cama.

sexta-feira, 2 de março de 2012