Deslumbrado, a noite calma, o vate
cultua,
fazendo seus versos esperando mais
dela;
nas rimas, um profundo desvelo revela,
quedo, pensando e triste no meio da
rua.
Tendo como única testemunha aquela
lua,
refletindo na vidraça alta da janela;
a Selene tem completa noção que é
bela,
enquanto no firmamento etérea flutua.
O vate assume as belezas como
poderosas,
simplesmente todas, até as nebulosas,
que dominam firmamento em toda
amplidão.
E, mesmo, ali está invadido pelo luar,
que, mesmerizante, obriga-o a
versejar,
então chora, humilhado pela imposição.

