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quinta-feira, 14 de junho de 2018

A noite e o poeta

Deslumbrado, a noite calma, o vate cultua,
fazendo seus versos esperando mais dela;
nas rimas, um profundo desvelo revela,
quedo, pensando e triste no meio da rua.

Tendo como única testemunha aquela lua,
refletindo na vidraça alta da janela;
a Selene tem completa noção que é bela,
enquanto no firmamento etérea flutua.

O vate assume as belezas como poderosas,
simplesmente todas, até as nebulosas,
que dominam firmamento em toda amplidão.

E, mesmo, ali está invadido pelo luar,
que, mesmerizante, obriga-o a versejar,
então chora, humilhado pela imposição.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Poetas?

Esses poetas sempre em busca do belo
Tal qual cães que vivem uivando para lua
Como bardo, também à Selene eu apelo
A qual me atende e mui raramente recua.
                                                                            
Se minha busca de inspiração eu revelo
O estímulo a criar é totalmente sua
Então trabalhoso poema vai ao prelo
Mas no firmamento essa musa continua.

O vate, portanto, não é desapegado
E seu sentimento apenas segue torrente
Pois fazer versos depende de seu estado.

Um vate não é um aedo simplesmente
É o alpinista que no topo tem estado
Então, sua poesia esclarece a não mente.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A vez da quietude

Naquelas horas surdas duma madrugada
Até o relógio da igreja se imobiliza
Espessa escuridão, sensata, no chão pisa
Bem devagar para não despertar o nada.

E o vento solitário adota uma parada
Porquanto se detém então nada desliza
Porquanto só bem mais tarde se faz em brisa
De forma que, desperto dá sua lufada.

Nem a bonita estrela no céu rebrilha,
O mar, que silencioso estava, continua
Entes do céu à paz formam uma quadrilha.

Este silêncio dispõe da noite que é sua
Reúne em silêncio esta celeste família
Família, na qual não falta sequer a lua.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Poucoapouco


Com pedaços de sonho, um poema
Os quais ela recolhe de madrugada
Letra por letra, fonema por fonema,
Vai fazendo com inspiração elevada.

E tudo se encaixa, cada elemento
O orvalho, o silêncio e até a brisa 
Mas por bondade não leva o vento
O qual pelas melenas suas desliza.

Até da Lua ela reclama um pedaço
Tira das estrelas um pouco também
Elementos que deixarão seus traços

Naquele belo poema que lhe advém
Sem resquício algum de tema crasso
E que uma clara mensagem contém.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Insônia


Acordada e insone a noite se questiona:
Ninguém para apreciar estrelas comigo
Os grilos até encerraram sua maratona
Infeliz me sinto, nem mesmo um amigo.

Tenho que acordar o sol, mas não agora
Então para passar o tempo o que resta?
Fazer de orvalhos soníferos, um coquetel
Ou assumir que minha insônia é honesta?

Ironia é que até o girassol está dormindo
Deixando-me só com caixa de lápis de cor
Ouço o corvo negro bem devagar saindo
Recordo-me que existência é  sempre dor.

Meu abajur constrói aquele arco-íris lindo
Imperativo depois que esta Selene se por
Rápido me despeço; boa noite estou indo.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A noite


Quando o relógio as horas que vão aponta
E uma noite tenebrosa vem esconder o dia,
O sol se recolhe, e surge selene meio tonta
A qual desperta inesperada e lúdica fantasia.

Será um espetáculo maravilhoso, de monta
Que aos namorados inspira sexo e euforia
Mas, que no calendário diuturno não conta
Se não mais houvesse o luar o que se faria.

Entretanto, noite todos os temores esconde
Aqueles que durante o dia afligem a alma
Que permanecem ocultos não se sabe onde.

Então, essa escuridão quase tudo empalma
Muito embora por ali um certo mistério ronde
E tudo mais em volta permanece em calma.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Soneto-acróstico À lua


Uma noite vaga meio estrelada
Mal dormido aparece esse luar
Sonâmbulo que não sabe nada
Opondo-se à brilhante luz solar.

Nem vemos chegar essa tal lua
Ela notívaga sequer faz questão
Toda animada refletindo na rua
O brilho que é quase abstração.

Assim essa noite vai passando
Onde tal celene reina soberana
Logo perguntamos: até quando?

Uma pergunta de mente urbana
A lua somente fica esperando
Raio de sol se por, então emana.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Limerique



Como uma espécie de aviso
Para alertar homens de siso
A Lua olha a Terra
"Enfim não vejo guerra"
E na face crescente sorriso.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Limerique



O que ocorre por trás do monte
Evento inexiste que eu não conte
Tênue luz esmaecida
Emana da lua escondida
Lá muito além do horizonte.