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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A viagem

Há vates atentos na madrugada
Em busca duma inspiração fresca
Em procura de tudo ou de nada
Pode tornar-se, as vezes, dantesca.

Para o poeta, autêntica estrada
Nem sempre prefeita, mas pitoresca
Seja plana e lisa ou esburacada
Seja mui pequena ou gigantesca.

Mas, ainda assim, vai até quando?
Se é que um dia acaba a viagem
Enquanto esse tempo vai rolando.

Contudo, dizem, no fim a mensagem:
Não importa o que você está pensando
O que no fim interessa: a paisagem.


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A noite

A noite na escuridão mansa, nada
Nada diferente, pura rotina
Ainda que sequer esteja estrelada
Procura na terra uma bailarina.

E sem descanso, vara a madrugada
Quando o horizonte se descortina
Em flagrante, a noite então divaga
A luz do sol surge e a alucina.

Então, o blues lamenta-se na vitrola
Num compasso meloso bem dosado
Melancolia que ninguém controla.

Este som pesaroso deita e rola
Como se o mundo estivesse errado
O mal solto, a bondade na gaiola.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A vez da quietude

Naquelas horas surdas duma madrugada
Até o relógio da igreja se imobiliza
Espessa escuridão, sensata, no chão pisa
Bem devagar para não despertar o nada.

E o vento solitário adota uma parada
Porquanto se detém então nada desliza
Porquanto só bem mais tarde se faz em brisa
De forma que, desperto dá sua lufada.

Nem a bonita estrela no céu rebrilha,
O mar, que silencioso estava, continua
Entes do céu à paz formam uma quadrilha.

Este silêncio dispõe da noite que é sua
Reúne em silêncio esta celeste família
Família, na qual não falta sequer a lua.

terça-feira, 4 de março de 2014

Limerique

Numa hora morta da madrugada
Quando já não se espera nada
O silêncio se faz presente
Ruído altíssimo, premente
Como a noite dando gargalhada.