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domingo, 21 de janeiro de 2018

bucolismo

Manhã opaca, plena de nevoeiro
Que tudo impregna, então se espalha
Nenhum galho mexe, nada farfalha
Sequer tímido raio solar primeiro.

Longe, ouço canto dum agoureiro
Como a replicar tagarela gralha
Que, no seu galho mais altaneiro
Grasna, e vai aceitando tal batalha.

Mas, neste marasmo, nada acontece
Tudo parado como fotografia
Enquanto aranha sua teia tece.

Nem mesmo nuvem no céu se mexia
Aos ventos a discretíssima prece
Subindo triste da triste abadia.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Meio termo

Não quero uma vida sem dúvida e senão
Tampouco levada pelos morosos ventos
Pautada no suceder de poucos momentos
Enquanto permaneço a vagar sem noção.

Por um lado sei: não me apraz a solidão
Que desarvora a alma e deixa dias lentos
Tornando nossos sentido menos atentos
A qual dedico meu mais peremptório não.

Porém se a vida tem a feição dum tornado
E a gente tem medo de ser então levado
Será compulsório evitar tais turbilhões.

Sob pena de fazer essa travessia a nado
Porquanto se optar por permanecer parado
Certamente embotará algumas emoções.