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domingo, 24 de dezembro de 2017

A ceifadeira

E, mortais são todas as criaturas
Por mais que viva, cada uma morre
Está escrito, então assim decorre
Pra toda gente, em todas as culturas.

Hipócritas e, também, almas puras
Vai o sóbrio, e o carinha de porre
Sedentários, e aquele que corre
Saudável, e aquele do mal sem cura.

Morre-se como remédio faltasse
A medicina não te livra a face
Você pode ser bom, mas é mortal.

Buraco para o ateu e o piedoso
Um fim ameno ou um fim doloroso
Não importa, morte é sempre igual.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Dia de combate ao câncer

Portador de câncer há dezessete anos, e lutando contra a doença sem perder o ânimo, muito à vontade, sem desespero, ódio ou rancor, fiz este soneto para lembrar que hoje é o dia mundial de combate ao câncer.

caranguejo


O tal câncer, doença multifacetada
Acomete humanidade cada vez mais
As células más no corpo montam cilada
Indiferentes ao ser humano e seus ais.

E, milhões de pessoas, a cada jornada
São vítimas dessas células canibais
Quando a doença não é diagnosticada
Ganham a luta as condições anormais.

Mas, agora a medicina também ataca
Aumenta paulatinamente seu arsenal
Milhares de pacientes livra da maca.

Assim, com sucesso, livra-nos desse mal
Muitas vezes vai fazendo até gol de placa
Com intuito de mandar o câncer pro pau.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

A Francisco


(A meu amigo, Francisco José)

Algum belo dia durante sua juventude
Foi Hipócrates que o chamou ao mister
Rápido, estudante ainda, tomou atitude
Assumiu que medicina é o que ele quer.

Nada existirá que a vontade não mude
Coerente está disposto ao que der e vier
Inspira-lhe curar paciente como virtude
Seja apenas humano, homem ou mulher.

Contudo o que quaisquer gêneros têm?
O que os une se eles naturalmente são
Justamente órgão que vivo os mantém?

O Francisco até não pensou muito, não
Sabia o que estudar e que seria também
É hoje cardiologista, médico do coração.

domingo, 18 de outubro de 2015

18 de Outubro

Épicos tempos, Hipócrates primeiro
Depois Paracelso, Avicena e demais
Intensa busca de socorrer por inteiro
Avançar contra doenças antes fatais.

Deixou o esculápio de ser curandeiro
Ousou abandonar as mezinhas e sais
Sofisticou-se no tratamento verdadeiro
Medicina tem procedimentos especiais.

É fator de longevidade do ser humano
Dedicada a tratamento de fatal doença
Investiga e trata os males a todo pano
Com recursos além do que se pensa.

O médico poderá ser bom samaritano
Sabe tratar e, por isso, faz a diferença.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Câncer


Meu amigo, que maléfica doença é essa
Que tortura, traz sofrimento depois mata
Fazendo toda a ciência pesquisar à beça
Em busca de medida que a torne pacata?

Um mal que destrói depois que começa
Seja o paciente mendigo ou até magnata
Seu desenvolver seja lento ou depressa
Haverá que entender que a morte acata.

Porém, se ninguém nasceu prá semente
Não existe como comandar esse destino,
Será apenas viver e morrer simplesmente.

Até não se entregar a qualquer desatino
Prevendo o que certamente virá pela frente
Como a dizer: com morte eu não combino!

sábado, 20 de dezembro de 2014

À hipócrates

Medicina tem história comprida
É do tempo de bruxos e magos
Desde lá melhor torna a vida.
Incute a esperança com afago.

Contudo médicos somos todos
Onde existe doença haverá cura
Só porque não somos bobos
Então achar o que se procura.

Logo de bruxo temos um pouco
Ou nos achamos curandeiros
Uns tantos se tornam loucos.

Coitados dos velhos pioneiros
Ouviam com órgãos moucos
Só lhes atendiam os barbeiros.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Pois é


Medicina nunca foi ciência exata
É matéria que não afirma na lata
Dispõe método de tratar a saúde
Indica, receita, medica, até ilude.

Contudo com todos os recursos
Outros ditames, outros percursos
Então pode algum louco cientista
Metamorfosear-se à nossa vista.

Ouvir a voz do seu inconsciente
Num monstro transformar então
Subitamente ao invés de gente.

Tanto é que Roger Abdelmassih
Refinado médico inconsequente
Ousado monstro que atuou aqui.