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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Navergar

Nas vagas sucessivas sem regresso
A navegar você suspira essa loucura
Vem e vai enquanto eu apenas peço
Encontre em mim aquilo que procura.

Goze em cada submersa convulsão
Abandone-se nesses gestos parados
Redobrado, queime o fogo da paixão
É navegar nesse barco abandonado.

Perdidos numa noite crua sem sonho
Rindo do que não tem a menor graça
Eu em você enlouquecido me ponho
Confiante que ao navegar tudo passa.

Inundado de você então eu componho
Se navegar é tão preciso, que se faça
O seu não regresso me fará tristonho.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

À nave que vai

Soneto-acróstico

Se aquele é vento soprando quente
Infenso à calmaria da desesperança
Navega o barco no mar inclemente
Ganhando ares enquanto destrança.

Recolhe sua âncora no mar assente
Algum pretérito no cais que se lança
Nas velas em chamas então somente
Debanda viagem numa maré mansa.

O que faz a gaivota sem o seu bando
Mesmo que sardinhas não coma mais
A nave vai veloz, contudo até quando?

Receio que apenas em outros arraiais
Esse barco continue assim navegando
Seja Almirante igual entre seus iguais.

segunda-feira, 4 de junho de 2012