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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

No ceio do mar

Numa demonstração feroz, massa bravia,
seu movimento alterna em ondas esse oceano;
sobem e descem como vero monstro insano,
o mar ignora os barcos, lhes faz porfia.

Balouçando conveses, procela fugidia,
em minutos, constrói evento diluviano;
acima da compreensão do ser humano,
como que por medonha força da magia.

Frente ao fenômeno, o homem se vê perdido,
nada o preparou para a fatídica espuma,
que dissolve a luz e transporta-o a treva.

Nessa azáfama letal só se ouve gemido,
que mostrar desespero nessa hora costuma,
enquanto aos céus almas descarnadas eleva.

domingo, 24 de junho de 2018

Em alto mar

Marinheiros encantados pela sereia,
navegam cegos pelo nevoeiro denso;
se toparem com esconso banco de areia,
podem encalhar no feio do mar imenso.

Sobre suas cabeças, apenas o céu,
de nuvens pesadas, densa escuridão;
à sua frente quase impenetrável véu,
duma brancura alvacenta como algodão

Ainda que mui temerosos dessa bruma,
a nave incólume na turva água flutua,
como navegar sempre à frente costuma.

Cada marujo agarra-se à crença sua,
desfiando contas do rosário, uma a uma,
esperando que pelo menos, surja a lua.