As
vezes sinto saudade do que não vi
Do tempo
que, dizem, era só alegria
Do tempo
em que o velho lembra e ri
Quando um
mundo confiante existia.
Hoje
insegurança bate a nossa porta
E vive
enjaulado o homem honesto
Manda na
cidade vadio de vida torta
E tudo
vale: de sequestro a incesto
Fico
decepcionado e pensativo então
Onde
acabará essa lambança geral
Será numa
guerra, numa convulsão?
Ou
no mais monumental quebra pau?
Não sei
se é assim, nem digo que não
Pois este
é país do sol e do carnaval.