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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Palavra de poeta

Pregando no deserto, o vate desvairado,
já fitando o nada enquanto caminha lento;
ainda que seja anormal aquele estado,
consegue conjugar o lúcido pensamento.

De nada adianta alçar ao vento algum grito,
como se fora algum protesto violento;
que atinge e repercute o cosmos infinito,
enquanto é carregado pelo vento.

Tanta esdruxularia, pro vate consiste,
em apenas mostrar ao mundo sua lavra,
a qual mensagem intrínseca em si carrega.

De certa consistência mui alegre ou triste,
nas entressílabas de inocente palavra,
que esta, mais que instrumento, é sua colega.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Criar é...

As vezes, me acode apenas o termo brando,
que no tecer inconsútil, sequer é fio;
mas há palavras que sem convite vão entrando,
então aquecem o texto que antes era frio.

Mas o texto me convida de vez em quando,
a não pensar, somente curtir um estio;
e, mesmo assim, algum teor vou bolando,
em que pese sair desvairado ou sombrio.

Ah! contudo, por vezes acode-me o pranto,
cobrando-me sentimento na minha veia,
do tipo que no mundo cause certo espanto.

E não importa se a palavra pareça feia,
porquanto criar é produzir algo enquanto,
a mente se encanta com canto da sereia.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

O sentido

Busco somente a palavra mais pura,
que  não  agrida um sensível ouvido;
mas  que  traduza o  evento  sofrido,
e  existência  depois  da  desventura.

Tendo desse jeito o texto acolhido,
sem   nenhuma   proposição  escura;
sem  menção  a  barbárie e loucura,
com  conteúdo  e bastante  sentido.

Não   busco  uma  descrição  infinita,
que define tanto o céu como inferno.
porém,  aquela  que a  exatidão  dita.

Fugindo do etéreo e também do eterno,
não  tropeça,  não  geme e sequer grita,
mas   traduz  certo   sentido  hodierno.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Palavra

Gosto de explorar palavra não navegada,
destacando-a como se fosse minha;
mas trato com carinho, como namorada,
espero mostra-la no potencial que tinha.

Fico feliz, quando encontro numa estrada,
aquela palavra na busca duma linha;
e certamente vou deixa-la deslumbrada,
sacando dela conotação que detinha.

Não julguem, não desejo termo que corusca,
palavra viva repleta de pretensão,
sequer será objeto de minha leda busca.

Vou procurar termo que nunca diga não,
seja encontrável e simples tal um fusca,
que é confiável, jamais te deixa na mão.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

A palvra diz

Não sou vate dalgum estilo fido,
e prefiro meu escrito derramado;
sobretudo, me sinto convertido,
a um livre pensar ajumentado.

Não quero deixar termo escondido,
e nenhum claro sentido chanfrado;
o que é hoje, antes já teria sido,
segundo o entendimento a mim dado.

Creio nesta verdade plenamente,
porque não desejo luta ou porfia,
portanto faço minha obra prudente.

Transmito, da palavra, a tirania,
aquela palavra de ordem ardente,
que no ardor do bardo é água fria.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Palavras

Há palavra nobre, que é erudita
Cheia de circunlóquios e axioma
A qual, prá falar precisa diploma
Senão fica-se bem mauzão na fita.

Há palavra tosca e outra bonita
E aquela que, de repente, assoma
Com certos dengues e, talvez, aroma
E que sempre será bem escrita.

Mas existe alguma que até satura
E, sinceramente, sem ressonância
Melindrosa e repleta de frescura.

Então não a uso com constância
Pois no meu texto ela pouco dura
Além disso, não confere elegância.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Rimando por aí...

Heureca! rimar poetando é isto:
Captar as essências dalgumas cousas
Escrevê-las em estrofes nas lousas
Então mostrando ao mundo que existo.

Tema tanto melhor, se menos visto
Explorando o interior da cabeça
Há tanto para que bem aconteça
De forma que minha rima conquisto.

Rimar é literatura e não crença
Acomodar termos por parecença
Que uma palavra a outra se case.

Então conhecendo esta mecânica
Evitar medonha rima satânica
Mas fazer uso correto da crase.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Palavras

Palavras há que se perdem ao vento
Errantes, preferem ser soltas aves
Porém, trazem no bojo pensamento
De conteúdos amenos, suaves.

Há palavras profundas como poço
Que na alma inquietude assoma
Outras que são apenas um esboço
Da sapiência do nosso idioma.

Mas, a minha palavra não tem fim
Porquanto muda de forma e jeito
Um dia é assado, outro é assim
Porque depende do que tenho feito.

E diz não quando queria dizer sim
Na busca de pensamento perfeito.