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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Que bicho sou eu?

Como só material orgânico no solo
Meu doce lar é minha modesta toca
Sou anelídeo silencioso, não parolo
Arejar raiz de planta, o que me toca.

Útil porquanto sem algum protocolo
Quando essa utilidade alguém evoca
Me usam como isca, talvez com dolo
E lá vou eu fisgar alguma cocoroca.

Por causa da pescaria pois me imolo
E alguém por isca artificial me troca
Com vara, anzol e engodo à tiracolo.

Quando o pescador em mim não foca
Fico portanto tão feliz que deito e rolo
Porque afinal, sou humilde minhoca.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Reminiscências


Da minha infância lembro dos riachos
Dos bagres e lambaris nas corredeiras
Quando pesca de anzol era brincadeira
E vida toda era descontração, eu acho

Iscas de minhocas, rolha, anzol e linha
Bornal atravessado, na cabeça o boné
Mais vontade que peixe, bem mais até
E bastante disposição é o que se tinha

Porém é do tico-tico que mais lembro
Nidificando em meados de setembro,
Quando nos arbustos seu ninho fazia.

Ainda hoje é muito vívida a lembrança
Do quanto fui aquela realizada criança
Que ouvia pio do tico-tico com alegria.