Como só material orgânico no solo
Meu doce lar é minha modesta toca
Sou anelídeo silencioso, não
parolo
Arejar raiz de planta, o que me
toca.
Útil porquanto sem algum
protocolo
Quando essa utilidade alguém
evoca
Me usam como isca, talvez com
dolo
E lá vou eu fisgar alguma
cocoroca.
Por causa da pescaria pois me
imolo
E alguém por isca artificial me
troca
Com vara, anzol e engodo à
tiracolo.
Quando o pescador em mim não foca
Fico portanto tão feliz que deito e
rolo
Porque afinal, sou humilde minhoca.
