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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Criando, mas nem tanto!

Defino nos poemas criações que faço,
e seja uma criação caprichosa ou morna;
será poema que do interior entorna,
e traz nas entranhas aquilo que traço.

Como acontece, meu talento é escasso,
então, criar é como carregar bigorna;
e cada rima muito pesada se torna,
mas, paulatinamente preencho meu espaço.

Se posso, produzo favorável da paz,
para tanto, apelo ao meu mísero talento,
porquanto, pretendo saber como se faz.

E, as vezes, espalho meus versos ao vento,
ó maldito! Que me parece um incapaz,
nem sei porque confio nesse lazarento!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Não entendi


Qualé a desse monstro do poema
Que leva o poeta talvez a loucura?
Se vale ele pois de qual morfema
Que permite o mal além da cura?

E não posso atribuir ao esquema
O desfecho difícil dessa aventura
Também me pareceu que o lema
Nem é mal que sempre perdura.

Portanto abandonemos o sistema
O qual tanta maledicência procura
E que mais assemelha a teorema
Sem solução e sem uma abertura.

Sugiro pois que vamos  ao cinema
Aumentar um pouco nossa cultura.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Poemar



Por entre nuvens, pássaros e firmamento
Resta aquilo que o vate quer e necessita
Onde verdeja grama e sopra brando vento
Calha que ali um inspirado poema habita.

Um lindo por do sol ou sorriso de criança
Retém aquilo que o poeta realmente quer
Ele coloca dores e amores numa balança
Somando tudo ao sorriso de uma mulher.

O mais eloquente poema então lhe ocorre
Poeta inspirado consegue bolar sua rima
O que facilita verso que do teclado escorre.

E vai fluindo seu versar de baixo prá cima
Meando frutuoso que pro vate não morre
Assim, acaba o poeta de fazer obra prima.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Soneto ABC


Acode-me aquela ânsia tanto insuspeitada
Buscando palavras, sílabas, frases e rimas
Como a cabalar uma significância no nada
Dedicando-me a este projeto que se ultima.

Em que sequer pretendo parecer talentoso
Faço transliteração um tanto pobre apenas
Gracejando, sendo gaiato, mesmo gravoso
Haja labuta pra alma não parecer pequena.

Insisto aqui como se não houvesse amanhã
Jogo o jogo tentando consolidar um poema
Logrando manter-me sóbrio com mente sã.

Mas certas regras obedecem um esquema
No qual não se admite uma linguagem chã
Ou você o vai seguindo ou terá problema.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Há poetas e poemas

Se a vontade e o amor não finda
Nesse imenso desolado universo
Haverá porquanto espaço ainda
Para o poeta produzir seu verso.

Pelo poema o vate respira então
Este pelo poeta respira também
Porque um vive no outro, senão
Poeta sem verso será ninguém.

Claro é, um equilíbrio tão perfeito
O produtor com o seu produzido
Pois a natureza tudo tem seu jeito
Para fazer uma coisa com sentido.

Poeta de sentimento não estreito
No poema coloca o eu destemido.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Poetas e poemas

Se a vontade e o amor não finda
Nesse imenso desolado universo
Haverá porquanto espaço ainda
Para o poeta produzir seu verso.

Pelo poema o vate respira então
Este pelo poeta respira também
Porque um vive no outro, senão
Poeta sem verso será ninguém.

Claro é, um equilíbrio tão perfeito
O produtor com o seu produzido
Pois a natureza toda tem seu jeito
Para fazer uma coisa com sentido.

Poeta de sentimento não estreito
No poema coloca o eu destemido.

sábado, 7 de junho de 2014

Explicar o quê?

Porque poema é criação assexual
Não lhe podemos atribuir um par
Veio num átimo, talvez sem igual
E quem sabe na solidão do cagar.

Órfão, não tem mãe ou mesmo pai
Ele se auto criou em algum lugar
E até ignora por qual caminho vai
Sua origem como vamos explicar?

Pois é, poema se explica ou não
Então querer explica-lo será julgar
Algo que por si só já é explicação.

Porquanto toda criação é peculiar
E sujeira a variada especulação
Ainda querem o poeta incomodar?

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Poeta é gente

Para alguns, poesia é algo orgânico,
É conversa interior com seus botões.
É como aflorar de material vulcânico,
Que ascende suas dúvidas e questões.

Se responde, também faz perguntas
Das atávicas às novas lucubrações
As quais, como acervo, todas juntas,
Levantam novos porquês e senões.

Poesia as vezes pode ser espasmo
De um incontrolável afluxo de energia,
Cheia de crítica, reflexão e sarcasmo,
De certo vate louco implorando terapia.

Mas nunca deve parecer pleonasmo,
De criação sem vida como arte vazia.



segunda-feira, 7 de abril de 2014

O outro lado


Porque nem sempre a vida é justa
Há mais coisas da janela prá fora
Do que acreditar nelas nos custa
De quanto a pura razão implora.

A chuva confunde os neurônios
Que outra coisa não é que pingos
Então traz a tona seus demônios
Numa alegre tarde de domingo.

Vocábulos ávidos na sua caneta
Completos de metáforas insanas
Ainda que à deriva nos remeta
Inventam cacófatos bem bacanas.

Então nestes poemas de opereta
Ocultam-se conotações sacanas.