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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Poetar

Quem és tu Poeta que compõe tais sonhos
E que passeia por versos, métricas e rimas
Trazendo luz e sombra pra este ser bisonho
Em átimo, minha autoestima põe para cima.

Quem és tu Poeta que estabelece o padrão
No qual com toda excelência faz na medida
Em tudo que fazes percebe-se certa paixão
De um bem estar de bem com a própria vida.

E, trotando convicto por tuas poéticas frases
Coisas coloca como fossem perfeitas demais
Já que a vida será somente aquilo que fazes.

Vai Poeta, vencendo a estrada com teus ais
Em cada curva com essa vida faça as pazes
Lembrando que neste universo somos iguais.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Poetas

Não existe poeta de linhas já traçadas
Cuja vida fora escolhida previamente,
Bardo de alma e mente inconformadas
Vive apenas o dia-a-dia simplesmente.

Sua estrada sinuosa não será plana
Vai versejando ao léu pelo caminho
Em geral o acompanha Maria Juana
Porquanto ele jamais estará sozinho.

Vira estrela um poeta quando morre
Que é certamente uma compensação
Talvez reconhecimento que o socorre
Por seus dias de amarga desilusão.

Mas se quase sempre está de porre
Caga e anda pra esse velho mundão.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Sem Musa


Como não tenho Musa que invente motivo
Que me facilite construir pois alguma rima
Em vão vou colhendo por aí enquanto vivo
Palavra solta que do lirismo me aproxima.

E quando encontro termo exatamente certo
O que fazer com o termo não tenho certeza
Então escrevo mantendo o cérebro aberto
Para quando descobrir onde existe beleza.

Sei que a musa os talentosos feliz acolhe
De maneira que em poetas os transforme
Porém para tantos como eu, apenas tolhe.

E como jamais acalenta aquele que dorme
Minha pouca inspiração sem Musa encolhe
Acaba me incomodando frustração enorme.

sábado, 16 de maio de 2015

É o cara!

Soneto-acróstico

Fecundos silêncios naquelas entrelinhas
E Gullar não explica não se dá ao trabalho
Relata suas dúvidas como fossem minhas
Razoável supor que Gullar não usa atalho.

E o que mais aparece ali, alguma reflexão
Imponderável no entanto, até certo ponto
Reféns nos tornamos da genial colocação
Ali navegamos como fora em mero conto.

Gosto de como esse poeta nos faz pensar
Unindo seu mundo lírico com o intelectual
Logo levando-nos a um mais alto patamar.

Lídimo bardo pois acima do bem e do mal
Aclara acumpliciando o seu próprio poetar
Rindo por dentro com seu talento abissal.

domingo, 3 de maio de 2015

Ser poeta

Nenhum poeta ostenta serenidade
Se pretender um poetar fecundo,
Algo que desafie sua capacidade
Ou que abale o vazio deste mundo.

Porque não lhe é facultado também
Deixar as coisas em volta observar
Com muita acurácia como convém,
Depois compor um trabalho peculiar.

O poeta é o fulcro da humanidade
Sobre o qual certo universo volve
Sem ele não haveria criatividade
Porque toda a literatura dissolve.

Filho de Érato diz apenas verdade
Que sabedoria do mundo envolve.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Soneto-acróstico


À dor

Apenas com cores, flores e saudade
Poetas não conseguem fazer poesia
Onde houver dor e certa dificuldade
Eles liberam sua alumbrada magia.

Sem algum mal que corrói o interior
Inerte se torna a inspiração do vate
Algum desconforto mais alguma dor
Precisam agir para um bom remate.

Roubando os males desse Planeta
Ele traduz romance em seu verso
Com o poeta portanto não se meta.

Insisto que toda dor desse universo
Seja libertada de qualquer grilheta
Assim no amor o vate estará imerso.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Soneto-acróstico


Se assunto interessante me inspira
Ou algum evento merece atenção
Nestes casos desensaco minha lira
E faço versos cheios de pretensão.

Tenho consciência: não sei poetar
Outros vates o fazem bastante bem
Apenas desejo ao lado deles estar
Ouvindo e rimando como convém.

Soneto são quatorze versos apenas
O que abordar um evento permite
Nem necessita construir uma cena.

E vou versando como fosse grafite
Tentando expor uma ideia plena
Ousando um pouco além do limite.