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sábado, 4 de agosto de 2018

Fernando Pessoa

Foi poeta dos heterônimos severos
E invólucro do corpo, dessas criações
Ricardo Reis produtor de temas sinceros
Navegou livre por trás de seus bastiões.

Alberto Caeiro, um “escudo”  de Pessoa
Nunca deixou a zona rural de Portugal
Dava, pra Fernando, voz que ainda ressoa
O que faz dele um autor sensacional.

Por Ávaro de Campos este “seu engenheiro”
Ele compôs tabacaria niilista
Sem qualquer dúvida seu poema primeiro.

Sem Bernardo Soares, esse articulista
O Fernando Pessoa não seria inteiro
Assim, todos eles completam este artista.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Tiradentes diria



Queríamos altos desígnios para o país
Sacrificando até própria vida para isso
Libertar do garrote esta pátria, eu quis
Contudo sucedeu-me um povo omisso.

As vezes pergunto: O que foi que eu fiz
Criando para os lusos aquele reboliço
Tentando desligar a Colônia da matriz
De acordo a devaneio de meu toutiço?

Agora não adianta chorar as pitangas
O povinho merece o governo que tem
Essa politicalha é rebotalho da ganga.

E a fina essência da escória também
A qual afana do povão e ainda manga
Pouco ligando pro futuro que não vem.

terça-feira, 19 de abril de 2016

À redenção dos nativos


Hordas de bárbaros navegantes lusitanos
Ousando cruzar mares nunca navegados
Jactaram-se ao verem seres “subumanos”
Envergando pouca roupa ou até pelados:

Deus os fez para que nos sejam escravos
Inféis, que vamos catequizar no trabalho!
Acontece que índios são guerreiros bravos
Driblaram aquele luso navegante paspalho.

O explorador que só moleza e ócio queria
Índio rebelde e determinado aí encontrou
Nada do que o lusitano mandava ele fazia

Depois, o guerreiro no mato se homiziou
Infernizando a vida do europeu em razia
O português inútil à terrinha quase voltou.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Soneto-acróstico O fado


Onde chora uma guitarra portuguesa
Floreiam-se lágrimas em suas cordas
Alma lusitana que se põe-se à mesa
Dando vazão tristeza que transborda.

Ouvir fado é como sonhar acordado
É deslocar-se voando sobre o Minho
Pelo Algarve de espírito apaixonado
Ou beber apreciando um verde vinho.

Razão desse estilo musical português
Tanto da Irlanda como da Mouraria
Um dia talvez se saibam os porquês.

Ganha cores atras como não se via
Alguma melancolia como alguém vê
Lastreada na tristeza dessa melodia.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Cravos e liberdade

Na velha Lusitânia há quarenta anos
Floresceu a esperança de liberdade
Cansados da ditadura, os lusitanos
Com cravos impuseram sua vontade

Sem armas, explosões ou mortes
Encontraram nossos irmãos, a luz
De então em diante viram um norte
Que ao melhor dos mundos conduz.

Parabéns aos homens de coragem
Que não vacilaram frente à opressão
E para pósteros deixaram mensagem.

Portugueses que ao jugo dizem não
Mudaram para sempre a paisagem
Mostrando ao mundo saudável união.