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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Ócio

Permaneço deitado na minha cama
Mas nem ligo se lá fora é dia
Pois talvez seja uma manhã fria
Que tristeza nas pessoas derrama.

Mesmo sabendo que esta vida clama
Pra sociedade que ache harmonia
Perpassa-me certa melancolia,
Que vai se queimando em lenta chama.

O dia? pouco importa se quero vê-lo
Porque tem a indiferença do gelo
E coisas mais úteis para fazer.

Afinal, assim quebra-se o encanto
Aqui deixa-me tranquilo um tanto
Preguiçoso curtindo este meu lazer.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Trabalhar é nobre, mas cansa


Trabalho virou fazer o que se gosta
Porém nem sempre isso acontece
Se a gente nessa afirmativa aposta
Acaba fazendo o que nos apetece.

Mas há trabalhos e “trabalhos” por aí
Há quem labuta e quem se  encosta
Mas trabalho por necessidade em si
Acaba se transformando numa bosta.

Contudo, dizem o trabalho é salutar
Mas eu contra todo labor solto o berro
Porquanto labuta só me faz cansar
Então minha vontade adrede encerro.

Já dizia Drummond: hora de trabalhar,
Pernas pro ar que ninguém é de ferro.

sábado, 21 de maio de 2016

Homo stultus


A vida é igual ao que fazemos dela
E se ela nos oprime e desconforta
É porque pusemos bunda na janela
A vida que temos entrou pela porta.

Criamos nós a tal pirâmide social
Na qual todos ocupamos um lugar
Que é a chamada civilização, afinal
Onde cada um tem direito de berrar.

Mas esse rolo compressor é a liça
Que põe Homo stultus no caminho,
Eivado este de trampas e injustiça,

A cada esquina a cada escaninho.
Onde não poderá haver preguiça
Onde se luta quase sempre sozinho.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Trabalhar é nobre, mas cansa


Trabalho virou fazer o que se gosta
Porém nem sempre isso acontece
Se a gente nessa afirmativa aposta
Acaba fazendo o que nos apetece.

Mas há trabalhos e “trabalhos” por aí
Há quem labuta e quem se  encosta
Mas, trabalho por necessidade em si
Acaba se transformando numa bosta.

Contudo, dizem o trabalho é salutar
Mas eu contra todo labor solto o berro
Porquanto labuta só me faz cansar
Então minha vontade adrede encerro.

Já dizia Drummond: hora de trabalhar,
Pernas pro ar que ninguém é de ferro.

domingo, 13 de setembro de 2015

Que bicho sou eu?


Sobre galhos e troncos caminho lento
Pouco importa se uma pressa me atiça
Quem gosta de velocidade é um vento
Ou aquele que está atrasado pra missa.

Se me vejo açulado para, então sento
Se acelerar é uma impositora premissa
Paro e permito-me pensar um momento
Que aqueles apressado se faça justiça.

Pelos que por aí correm eu não lamento
São vítimas inocentes da própria cobiça
Por que sua pressa não tem cabimento.

Para locomover-me ando pela mantissa
Sem desgaste sem nenhum sofrimento
Sou bicho quase parado sou a preguiça.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011