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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Acróstico

Dia do Soldado

Um dia chega uma aprazada idade
Moços ainda meio de casa somem
Saem buscando aquela identidade
Onde qualquer garoto vira homem.

Lá no quartel na forçada disciplina
Deixam o ranço da casa materna
Antes de tudo dura faina da faxina
Dormem em beliches na caserna.

Os melhores irão para infantaria
Com mochila vergando as costas
Há no quartel um ditado que dizia
Acostume-se que então tu gostas.

Marchas, tiros, granadas, cansaço
Acampamentos e dureza todo dia
Dói pernas e ossos se corrida faço
Ou se encara tudo, ou é covardia.

Já no fim do exercício, tem jantar
Amanhã começa tudo novamente
Inda que aquilo não seja o meu lar
Registro que lá se vira combatente.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Há cinquenta anos


Aquele cabelo cortado bem rente,
Recruta, assustado, meio bisonho
No quartel junto à estranha gente,
Em trinta e um de março me ponho.

Havia evidente insegurança lá fora,
Que nossa caserna não alcançava
Pessoas sumiam, se iam embora
De seus nomes ninguém lembrava.

Superiores alertavam sobre perigo
De comunistas soltos àquela altura
Até hoje, compreender não consigo.

Mas salvemos a nossa vida futura
Batalhemos contra o cruel inimigo
E para essa causa vale até tortura.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011