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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Lembro


Pois é, sequer era estar na moda
Vestir-se camisa volta ao mundo
Aquela confortável alpargata roda
E o tal tergal, donde era oriundo?

Não só banlon, recorda do buclê?
As chamadas calças boca de sino
Coisas que agora não mais se vê
E laquê, para moça que tinha tino.

O bambolê deixava a cintura fina
Penteados duros tipo mãe de miss
Garotos lambuzados de brilhantina.

Recato e namorico como mãe quis
Nada de paquerar além da esquina
Recordo-me e tudo isso eu bem fiz.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

É a vida!

Tempo amarela folhas da vida
Ficando apenas o palimpsesto
Como se existência transferida
E tudo mais é somente o resto

Transtornados ficam os espaços
E somente restam lembranças
Do que sabíamos vemos traços
Como da menininha de tranças.

Atestam as rugas de meu rosto
Que sou portador de certa idade
Mas pior a vista, melhor o gosto.

Sem abrir mão de toda vaidade
Ainda me sinto bem predisposto
De encarar de frente a verdade.