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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Lá no planalto central

A pergunta que se impõe: roubos até quando?
com bandidos andando em plena luz do dia;
fazendo do Congresso uma casa de orgia,
enquanto a grana das “comissões” vai rolando.

Próceres do afano, com a cabeça fria,
escoram uns nos outros, vão formando bando;
e o prazer da vida faustosa antegozando,
mesmo quando o povão, bravo, nas ruas chia.

Para que lamentar, se têm os bolsos cheios,
e quem sai às ruas é apenas a escumalha,
de revoltadas mulheres e homens feios.

Portanto, escorados nessa justiça falha,
manuseando a faca e queijo como meios,
por aqui vamos fazendo nossa bandalha.


sábado, 13 de janeiro de 2018

O Sétimo Mandamento

Um passo para frente, então, dois para trás
Este nosso Patropi se conduz sempre assim
Eis que a classe mandante, certo nada faz
Porque eles estão entretidos com o butim.

O sétimo mandamento, não roubarás
Certamente, para eles parece ruim
Mas cada prócer daqueles é bem capaz
De roubar, então dizer-se um querubim.

O destino desta nação não lhes importa
Desde que eles afanem infinitamente
Pois, para os ladrões, Inês já está morta
E quem mete a mão na bolada nada sente.

Eis que, todos são marginais de vida torta
Cuja estada no Parlamento é um presente.

sábado, 15 de abril de 2017

Modus vivendi


A grande falta de vergonha anda alastrada
Caterva rouba, a honestidade é mirrada
Na nobre Brasília todos são os maiorais
Então, se pouco há, porque roubam demais.

Essa roubalheira tem uma única via
Onde o político ladrão tudo domina
Na claridade ou escondido pela neblina
Quer seja na noite ou na plena luz do dia.

Cafonice é ser honesto, roubar é da hora
Então, sórdidos, entre eles juram união
E cada ladrão com o outro colabora.

Pois políticos desonestos todos são
E cada "honesto" quer saber do aqui e agora
Cada um consciente que é nojento poltrão.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Facinorosos


A Justiça, com justiça, deu a tijolada
Pegou o político ladrão um tanto despido
Agora, cada qual fala que não fez nada
É homem puro, inocente de ter delinquido.

Renans e Collors, mais uma grande cambada
Encurralados, soltam apenas gemido
Porque fazem a lei para ser contornada
Dizem que parlamento está sendo ofendido.

Esses meliantes defendem-se com léria
Pois, surpresos com evento tão repentino
E contam a mesma transcendental estória:

Porque são tão pobres que beiram a miséria
E também honestos pelo poder divino
E, no congresso, não buscam sequer a glória.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Questão de olhar

É tudo verdade? as vezes me pergunto
Será, tão somente essa pilhéria, a vida?
Que se mostra à nossa vista estarrecida
Onde maldade e falcatrua é O assunto?

No país que político e o roubo vem junto
De maneira a população sentir-se traída
Estática, exânime, num beco sem saída,
Como a antecipar seu estado de defunto?

A esperança que seja um sonho apenas
Pois que sejam passageiras essas cenas
Que um dia a verdade verdadeira vença.

No decorrer, do bônus levante-se o véu
E que a vida seja como mamão com mel
Elimine para sempre o mal e descrença.

domingo, 10 de julho de 2016

Brasil varonil!


Quando os ladrões se regalam na capital
Uns privilegiados pelas urnas abençoadas
Eu indago, somos apenados porque afinal,
Pessoas que trabalham sendo castigadas?

Assim, perde todo sentido o bem e o mal
Ínclitos políticos contam fortunas roubadas
Sem peias, sem consciência, o escambau
É duro pra trabalhadores de caras suadas.

Enquanto aquela vil cambada cara de pau
Sai por este Patropi roubando as carradas
Tudo que existe, prá eles é coisa especial
E o povão aplaudindo das arquibancadas.
?


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Tudo é lama

De Brasília à Mariana, mortal lama pura
Vale e governo, de bom, nenhum gesto
Conluiados da impunidade na tessitura
Atos libidinosos, num autêntico incesto.

Não sou Diógenes, não ando à procura
Sequer saio às ruas em formal protesto
Acho-me acometido de mal que perdura
Pois eu tenho vergonha de ser honesto.

Roubalheira nesta República, é cultura
O Parlamento de meliantes está infesto
Rouba, então programa pilhagem futura
Num ritual espontâneo e também lesto.

E o povo? ora essa plebe é cavalgadura
Fica sempre a mercê do larápio funesto.