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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Nova infância

De novo era aquele menino
De novo falava com bichos
Não fazia nenhum desatino
Havia encontrado seu nicho

No rosto não lhe faltava riso
Cantar como badalar de sino
De quem agora perdeu o siso
Impossível? Não, era destino.

Sem medo de cair no abismo
No pé de manga agora subia
No mundo não havia sismo

Ele sempre alegre se sentia
Sem medo sem pessimismo
Viver assim era o que queria.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Sismo em Lisboa

Soneto-acróstico

Foi naquela sexta feira dita santa
A santa Lisboa vivendo tranquila
Terremoto de uma absurdez tanta
Arrasou cais, cidade, arredores, vila.

Látego divino que pois se agiganta
Temeu cristão na sacristia, na fila
Estrondo, que todo povo espanta
Reduzindo tudo, e Lisboa aniquila.

Rio Tejo as mansas águas revolteia
Envolvendo os incautos ribeirinhos
Morrem afogados até na densa areia.

Ouça o céu, não estamos sozinhos!
Terror e perdão previdência semeia
Outra vez encontraremos caminhos.