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sábado, 3 de fevereiro de 2018

Meus castelos

As vezes olho para meus castelos
Com aquelas torres abandonadas
Então penso que perdi meus anelos
No seio das florestas encantadas.

Se bem que eles eram assim singelos
E as ameias eram bem delicadas
Mas eu os construí com meus desvelos
Em sonhos além das terras sagradas.

Sei que era somente uma fantasia
O qual, agora, deixei ao abandono
Mas, por certo, me traz melancolia.

Hoje, quando chega novo outono
A recordação dormir não me deixa
Aquelas torres invadem meu sono.

domingo, 15 de maio de 2016

Despertando

Sonhos que vem à ponta dos dedos
São aqueles que dissipam os medos
Porque existem sonhos para sonhar
E outros que apenas ocupam lugar

Sonho bom é quando você desperta
E abre os olhos tal qual descoberta
De um mundo desconhecido então
Mas que agora está cheio de razão.

Por isso, louvemos perene onirismo
Que nos ativa o cérebro noite e dia
Nos sacode com força de um sismo

E obriga sairmos do sedentarismo.
E acaba-se vendo o que não se via
Para não cair no esconso do abismo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Reflexão


Porquanto tu, por distante que fores
Na busca de prazeres quase perfeitos
E sem querer te afastas dos amores
Em tais caminhos longos e estreitos,

Confie na branca aragem, portanto
E guarde segredos dentro do peito
Se não te conformares, no entanto
Sonhe os sonhos meditando no leito.

Pois teu amor pintado em aquarela
Tal como aponta tua velha intuição
Bem fundo como em escura capela.
Temores em perene silêncio então

Onde a imagem querida você vela
E onde a sabedoria e o amor estão.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Soneto-acróstico

Esquecer todos os vividos enganos
Sugando da nossa pele os arrepios
Seja esconder-se detrás dos panos
E admitir seus sonhos mais vazios.

Aos nossos desejos, suspiros e ais
Mover mundo em busca do segredo
Ou que então não tergiversar jamais
Reverter o tal arranjo desse enredo.

É perceber como  o sol se esconde
Ver o que se encontra atrás do muro
Apenas não saber quando nem onde.

Deixar o passado, olhar só o futuro
Indo em frente como trem ou bonde
Onde haverá um certo porto seguro.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Pesadelos


A palavra, o som, as cores, quase tudo
São pesadelos com os quais me iludo
Entrar no mundo de Morfeu me ponho
Querendo portanto sonhar que sonho.

O pássaro sem asas, não posso vê-lo
Contudo se esconde no meu pesadelo
Este mesmo que tantas ilusões me cria
Povoando a noite e eviscerando o dia.

Quero sair da cama para nunca mais
Dormir e encarar os meus demônios,
E desejo algum dia encontrar a paz

Que alivie de dores meus neurônios.
Entretanto não sei como isso se faz,
Ou se pesadelos são meu patrimônio.

sábado, 1 de março de 2014

Sonhos na Janela

Impedem que os sonhos saiam, as janelas
E não deixam realidade entrar por elas
Na verdade de nós guardiãs elas são
E permitem, do mundo, perfeita visão

Mas nossos sonhos não quebrarão tal vidraça
Por onde somente a luz do dia nos passa
Só porque sonhos são voláteis simplesmente
Então, apenas nosso cérebro os sente.

Fiquemos com eles cá bem ao nosso lado
Deixemos mundo real do lado de fora
Porque sonho é um universo engraçado.

Que manda nossas preocupações embora
Vou dizer à natureza muito obrigado,
Quando o sonho, minha mente te namora.