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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Criando, mas nem tanto!

Defino nos poemas criações que faço,
e seja uma criação caprichosa ou morna;
será poema que do interior entorna,
e traz nas entranhas aquilo que traço.

Como acontece, meu talento é escasso,
então, criar é como carregar bigorna;
e cada rima muito pesada se torna,
mas, paulatinamente preencho meu espaço.

Se posso, produzo favorável da paz,
para tanto, apelo ao meu mísero talento,
porquanto, pretendo saber como se faz.

E, as vezes, espalho meus versos ao vento,
ó maldito! Que me parece um incapaz,
nem sei porque confio nesse lazarento!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Ao mestre

Alguns poetas excedem, estão mais além
Mário Quintana é um desses, ele é o cara
Álacre quando quer, e muito sério também
Refulge, resplandece como fora gema rara.

Inquieto e perspicaz, assim como ninguém
O que escreve, compõe, sua palavra aclara
Quando quer, sua genialidade sempre vem
Um soneto culto e genial cabe na sua seara.

Instigante seu modo de pensar, sua poesia
Nenhum tema de sua perspicácia escapa
Talvez uma seriedade mesclada de alegria.

Assim, vai Quintana traçando o seu mapa
Nem pensar quando este poeta não existia
Afirmo, na pura arte lírica, o poeta é papa.

sábado, 5 de março de 2016

Reagindo ao talento

Meia expressão para o poeta basta
E um copo de vinho pois, vira verso
Utiliza a palavra mas jamais a gasta
O mundo do sonho é seu universo.

Numa insondável interpretação sua
Vira uivo seu versejar livre e rimado
Enquanto conspira o mundo da lua
A favor de seu talento incontestado.

Tamanha criatividade me atravanca
Permaneço sem saber como reagir
Confesso, me invade inveja branca.

A qual não encontra brecha onde sair
Pois é,  só me resta colocar a chanca
Então para bem longe da poesia fugir.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Soneto ABC


Acode-me aquela ânsia tanto insuspeitada
Buscando palavras, sílabas, frases e rimas
Como a cabalar uma significância no nada
Dedicando-me a este projeto que se ultima.

Em que sequer pretendo parecer talentoso
Faço transliteração um tanto pobre apenas
Gracejando, sendo gaiato, mesmo gravoso
Haja labuta pra alma não parecer pequena.

Insisto aqui como se não houvesse amanhã
Jogo o jogo tentando consolidar um poema
Logrando manter-me sóbrio com mente sã.

Mas certas regras obedecem um esquema
No qual não se admite uma linguagem chã
Ou você o vai seguindo ou terá problema.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Literatice


Não termo neutro que sentido oblitera
Mas palavra positiva no sentir e falar
Que quando estimulada como fera
Vem e ataca diretamente na jugular.

Termo de solilóquio para mim já era
Palavra vazia de notação rudimentar
Pois da linha escrita mais se espera
Que um naturalmente mero versejar.

Há também linha cheia de quimera 
Porque para tudo se encontra lugar
Se real sentido assim não degenera.

Perguntamos então por que rotular,
Quando se está escrevendo à vera,
Não criando literatura espetacular?

sábado, 9 de maio de 2015

Réplica

Soneto-acróstico 

Revendo então meus chamados valores
Esperava encontrar um grande conteúdo
Supondo esconsas revelações e amores
Porém decepção: só achei talento miúdo.

Olhei com atenção um caco de espelho
Será que existe algo bem oculto aí atrás?
Tentei, mas apenas recebi um conselho:
Arreda pé daí, você nem sabe o que faz!

Devaneio doce foi o que ocorreu portanto
Estava enganado, descobri não ser profeta
Navego ouvindo das sereias mágico canto.

Ou pior, caminho sem encontrar uma meta
Vivo no escuro e me acompanha o pranto
Obcecado por algum dia me tornar poeta.