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domingo, 24 de junho de 2018

Em alto mar

Marinheiros encantados pela sereia,
navegam cegos pelo nevoeiro denso;
se toparem com esconso banco de areia,
podem encalhar no feio do mar imenso.

Sobre suas cabeças, apenas o céu,
de nuvens pesadas, densa escuridão;
à sua frente quase impenetrável véu,
duma brancura alvacenta como algodão

Ainda que mui temerosos dessa bruma,
a nave incólume na turva água flutua,
como navegar sempre à frente costuma.

Cada marujo agarra-se à crença sua,
desfiando contas do rosário, uma a uma,
esperando que pelo menos, surja a lua.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Elementos

Escureceu,  nuvens  toldam  o  dia,
tudo indica uma tempestade brava;
neblina  férrea  que o ar embaçava,
onde  o  ar e  a terra se confundia.

O  mar  de procelas   se embravecia,
vagalhões se alternam com as cavas;
esta tormenta  a todos assombrava,
por tanto  furor  e  tanta  ousadia.

Uma  luta  entre  oceano  e  rochedos,
cujos embates formam altos obeliscos,
entre espumas ferventes nos penedos.

Eventos carregados  de  altos riscos,
que  deixam  aflorar  nossos  medos,
frente a potentes clarões e coriscos.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O clima

Medonho, o violento clima furioso
Dia borrascoso de magro sol esquivo
E, de repente. mal se nota se está vivo
Neste dia que a muito pouco fora airoso.

Uma tormenta que despreza o sol, seu esposo
Contudo, tímida quando este estava ativo
Agora parece acanhado fugitivo
O qual ocultou-se dessa chuva, receoso.

O clima é honesto, não causa de engano
As vezes muito rude, e as vezes suave
Traz festa, como pode causar dano.

O tempo ruim desata, não traz entrave
Se fustiga a terra, agride até o oceano
De qualquer maneira, só pretende ser grave.