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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Choque

O pobre ente de andar burocrático
De falar sinuoso e arabesco
De cérebro nem um pouco fresco
Desejando ser leve, bem simpático.

Vê essa tal modernidade, apático
Sequer entende de amor farsesco
Que nessa tal web parece grotesco
Praquele que nunca foi informático.

A juventude parece singular
E com pitadas de algo bem vulgar
É como se nas coxas fora feita.

Portanto prefere a luz do luar
Onde, quieto, se põe a pensar
Que sua avenida é assaz estreita.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Envelhecendo

Articulações fracas, dores na coluna
E impossibilidade até sonhar façanhas
Na musculação, umas contrações estranhas
É velhice, que à memória traz lacuna.

Não há como que a ação ao pensar una
Os dedos das mãos tal como lerdas aranhas
Só longínquas lembranças de velhas campanhas
E tem mais, cama macia, sempre oportuna.

Para fazer xixi em cascata, evento dúbio
Ali em baixo, um ser moribundo apenas
Que até já esqueceu o que seria conúbio.

Por outro lado, expectativas tão pequenas
E sequer em pensar de conhecer o Danúbio
No máximo esquina de casa, a duras penas.

sábado, 1 de outubro de 2016

Hoje é meu dia

Depois de muitos anos na estrada
Ignorar longo caminho andado,
Aduz apenas mente apequenada,
Milhares de nós deixados de lado

Um dia fui jovem, como vocês são.
Naquela juventude inconsequente
Deixando tudo prá lá, sem noção
Isento de juízo, como aparente.

Agora a vida, um caminhar lento
L
igeira, somente imaginação
Deixar ao vento seu pensamento
Obter da vida paz sem emoção.

Ir à frente sem pressa, mas com raça
Dores? mostram que, vivo se está
O pior mal é uma visão escassa
Sem a qual, não se pode ir para lá
O resto? nem ligo, esta vida é massa!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Decano


Se idade é experiências se acumulando
Setenta anos, e sou um pouco mais eu
Porquanto mais saberes estou somando
Descontando tudo aquilo que se perdeu

É a soma de tudo aquele idoso homem
O qual foi existindo um dia de cada vez
Enquanto novas experiências se somem
Construindo um renovado homem talvez.

Mas o menino dentro de cada um existe
Que num remoto dia correu pela calçada,
E que era alegre embora hoje seja triste
Carregado por anos que lhe são maçada.

Contudo, mantenha seu sorriso em riste,
Tornar-se velho não será fim da estrada.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Limerique



Dizem: ele não é velho é maduro
Como se fosse bom viver no escuro
Não mais enfrenta fila
Não carrega mochila
Grande coisa, prefere ter pau duro.