Eu
sou aquele despercebido no mundo
Como
uma pessoa transparente fosse
Enquanto
este velho Planeta iracundo
Aos seres indesejados não dá doce.
Eu
sou apenas um espectro, um nada
E
a ninguém no mundo ofereço perigo
Por
outro lado caminhando na estrada
Sigo
sempre só, ninguém vai comigo.
Sou
quem que não se vê quando passa
Pergunto-me
por que terá que ser assim
Um
morto vivo perambulando pela praça
Sem
ninguém jamais olhando para mim?
Admito
minha existência não é sem jaça
Porém, por que há de ser este meu fim?