Quando
eu surjo elas sobem na cadeira
Apavoradas,
as mulheres berram no ato
Num
frenesi estranho sem eira nem beira
Que
outros consideram o maior barato.
Não
há no planeta, humano que me queira
Desprezo
que sentem é grande e imediato
Porque
vivo no monturo, no lixo, na poeira
E
meu maior inimigo é um sorrateiro gato.
Faço
ninhos de trapos e restos de esteira
Me
escondo em vão e até em velho sapato
Para
minha segurança evito fazer besteira.
Prefiro
morar na cidade bem longe do mato
Sou
considerado praga nesta nação inteira
Para
quem não sabe, sou o execrável rato.