segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Acróstico

Meu filho Augusto faz 40 anos

A té aqui teu caminho se fez tranquilo
U ns tropeços por aí, bem naturais, talvez
G astou sola de sapato em busca “daquilo”
U nindo-se a Helen e João, lar de três
S im, Benjamin mudou da vida seu estilo
T ens agora mais despesas no fim do mês
O que demonstra que não serás bicho grilo.

L ogo, veja se com algum jeito se aguenta
O mundo deseja somente nos provar
P orque tua prole um tanto barulhenta
E stá te mostrando um outro patamar:
S ua vida mudou, porque já estás nos "enta!"   

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Pela paz

Pela paz, quero que toda essa gente
De qualquer credo, casta, cor ou idade
Numa convivência feliz e ingente
Se deem as mãos assim de verdade.

Portanto, nesse gesto mais ardente
Imperava uma total claridade
Haveria muito mais intimidade
Onde ninguém fosse indiferente.

Comemorando a dádiva da vida
Dando a paz como coisa definida
Se tratando com princípios nobres.

Fazendo um paraíso deste mundo
Amor o sentimento mais fecundo
Nunca esquecendo a massa de pobres.

Alma que chora




Homem consciente que se atormenta
Com certas coisas que a outros fascina
É porque conduz uma alma sedenta
Que por caminhos outros peregrina.

Sualma outra dimensão frequenta
Sem obscurecimento da neblina
Tudo examina de maneira lenta
Contumaz e correta, na surdina.

Pois este homem tem seus desejos
Coadunados com certos ensejos
No fundo da sualma adormecidos.

Mas, bem lá no fundo do seu armário
Há um ente por demais solitário
Desejoso, emitindo seus gemidos!

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Meus castelos

As vezes olho para meus castelos
Com aquelas torres abandonadas
Então penso que perdi meus anelos
No seio das florestas encantadas.

Se bem que eles eram assim singelos
E as ameias eram bem delicadas
Mas eu os construí com meus desvelos
Em sonhos além das terras sagradas.

Sei que era somente uma fantasia
O qual, agora, deixei ao abandono
Mas, por certo, me traz melancolia.

Hoje, quando chega novo outono
A recordação dormir não me deixa
Aquelas torres invadem meu sono.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Covardia

Espreitando atrás de vidros opacos
Estes estranhos covardes estão
Pois ali se escondem os mais fracos
Mocosados, com medo de avião.

Desafios os reduzem a cacos
Pouco importa o que os outros dirão
Eles põe as cabeças nos buracos
Criando para si, mera ilusão.

E desconhecem suas vistas foscas
Tateiam como voam certas moscas
Então rastejam tal qual velhas lesmas.

Covardes não encaram os seus medos
Frente a eles permanecem quedos
Suas reações sempre são as mesmas.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Ignorância

Um homem ignorante, mas mordaz
Será mais mortal que trânsfuga fera
Porque melhor sabe bem o que faz
Mas dele, maldades não se espera.

Então, falta de sapiência o traz
Pra comportamento que reverbera
Porquanto ser for por demais audaz
Grande instabilidade ele gera.

Homem ignorante corteja a morte
Pois por necedade acha-se forte
Fincado a ferros nas suas raízes.

Também, numa pitoresca atitude
E que é crema de la crema se ilude
Desejando impor as diretrizes.

Nunca desanime!

Siga sempre em frente e nunca desanime
E também lembre que você pode ser tudo
A jornada poderá ser assim tão sublime
Então terá aquilo que deseja: tudo

Entretanto, de quem é, então não esqueça
Porquanto, importante é estar feliz
Muitas vezes, esta vida parece avessa
Mas, basta não ligar para o que o outro diz.

Então mantenha-se firme, seja onde for
Mesmo se, enfrentando a maior dificuldade
Porque no fundo, o importante é o amor

Talvez, bem perto esteja a felicidade
Quase te implorando: venha por favor!
VIVA! E vai encontrar a outra metade!