É junho quando menos se espera
E parece ter sido ontem, contudo
Que traz esperança de nova era
Começou janeiro e já era entrudo.
Para deter o tempo não há como
É ele muito impiedoso e arrogante
Se mais um aniversário eu somo
Um ano chega a seu fim num instante.
Então vamos nos submeter ao ano
Já que ser avesso a ele não nos acode
Mas o tempo impera e não há engano
Porque contrariá-lo não se pode.
Os doze meses ao subir o pano
É tempo prá viver que nos sacode.