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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Dia do Aviador


Boeing 707

Tu sulcas o ar com esse rastro perceptível,
com ronco de  motores  que nos tantaliza;
mantendo-se  numa reta  pois, quase lisa,
na alta  troposfera, assim  em  alto  nível.

Saber que de aviões não és o mais moderno,
por  certo,  de  voar  não  nos  tira  o  tesão;
pois,  de boas intenção, cheio está o inferno,
a  idiossincrasias  suas  não   dizemos   não.

Tu foste sempre uma aeronave a mais viril,
da Boeing, talvez,  a aeronave mais antiga,
robusta  mas  confiável,  tal  nunca  se  viu.

Nau, que singra os ares e mantêm-se amiga,
sempre elegante  no  teu voo a  mais  de mil,
não   existe  aviador que  para  ti  não  liga.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Voar

Embalada nas nuvens singrando os ares,
aeronave na noite um tanto sombria;
navega num vento que sempre acaricia,
asas prateadas por brilhantes luares.

Envolve a nave aquela atmosfera fria,
pétrea escuridão tolhe quaisquer olhares;
muito bem navega-se, apesar dos pesares,
pois o avião na noite é bela ave tardia.

Voar não é forma de domínio na verdade,
é apenas um jeito gostoso de comunhão,
entre a máquina, o ar e alguma divindade.

Nada de especial faculta qualquer avião,
voar é somente sua finalidade,
e os ares seus meios ambientes são.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Voar não é só com pássaros

Então, parecíamos leves como as aves,
flutuando num arco-íris de aquarela;
o qual certa nuvem pejada nos revela,
e nada registrávamos nos rostos graves.

Assim parecem os condutores de aeronaves,
quando lá no firmamento a vida é bela;
e exige, o deslocamento, certa cautela,
até mesmo entre nuvens fofas e suaves.

Nas asas o ruído dos reatores murmura,
porquanto uma nave navegando é faceira,
e nunca se assemelha a qualquer loucura.

Pro aviador voar é sua paixão primeira,
e, lá no alto, a tranquilidade não procura,
pois esta vem rápida e deixando esteira.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Nós nos ares

Metiê há muitos, e aeronautas
Que, dizem, homens corajosos são
Porque se cometem algumas faltas
Das alturas colidem com o chão.

Contudo algumas pessoas incautas
E que nada entendem de avião
Vão pensando em elevações altas
E do medo que essas alturas dão.

Quanto mais alto o avião parece
Muito mais lentamente ele desce
E tripulantes não curtem paixões.

Aeronauta não é sábio nem louco
Ou açodado e festivo, tampouco
Dos problemas sabe as soluções.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

A voar por aí

Sou vivente transformado pelo avião
Pois é algo que tornou-se minha natureza
E voar é vital, deixa minha alma acesa
Voar asperge no ar laivos de solidão.

Soe a tal gravidade me achatar no chão
Com muita crueldade, sem qualquer leveza
De maneira a constituir-me na sua presa
Porque assim todas as criaturas estão.

Sei que voar parece paixão visionária
Entretanto quando me sinto tão pesado
Sou o pior dos cidadãos, pareço me pária.

Somente aqueles que nunca tenham voado
Por dizerem que é coisa desnecessária
É que perderam desta vida o melhor lado.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

ASD


O mineiro baixinho na buliçosa Paris
Pensou mui grande e mostrou serviço
Ordenou ventos e nuvens como quis
Era à prisão da gravidade insubmisso.

Tinha terno impecável e bonito chapéu
Alçou-se imperioso antes dos demais
Ditava suas regras flanando pelo céu
Aquinhoado com prêmios internacionais.

Salto enorme pro homem foi o que fez
Alberto Santos Dumont esse pioneiro
Sobressaiu esse gênio para o francês.

Sem pejo, era o alegre sátiro inzoneiro
Aparecia com novidade quase todo mês
Salve o maior e mais ousado brasileiro.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Dia do Aviador


Tirar os pés do chão, eram anseios,
Ao custo de asas e motor a gasolina,
Escalar ares como fosse uma colina,
Coragem não lhe faltava nem meios.

Desde Da Vinci o sonho que rolava
Era contrariar a hercúlea gravidade
Que nos tiranizava, oh sem maldade!
Como fora uma férrea e eterna clava.

Então, eis que num belo dia francês
Como Ícaro, se travestiu o brasileiro
Ao céu se alçou não disse os porquês.

Não à gravidade ele falou primeiro
Independente do que pensem vocês
Conquista do ar, Dumont foi pioneiro.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Meteorologia


Cúmulos nimbus de carrancas escuras
Raivosos na abóbada azul da natureza
Quando os vejo negros sobre planuras
Sei que poderão causar alguma tristeza.

Ameaçadores na atmosfera enegrecida,
Vejo que o aviador certo medo empalma
Preocupado com ameaça a alguma vida
Ainda que o CB vá deslizando em calma.

Porém com céu límpido isento de bruma
Voo assim é como brincadeira de criança
Preocupação com tempo quase nenhuma.

Porque o GPS leva ao porto da bonança.
Como navegante ao iniciar voo supunha
Porquanto é essa sempre sua esperança.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Ao avião


Na vastidão do azul cerúleo vai fundo,
Sulcando o espaço, ignorando a terra,
Voando pelo ar e observando o mundo,
A aeronave que certo mistério encerra

Mostra esteira sem fim a qual não erra
Vai embalada solitária nessa amplidão
Fitando horizonte vence qualquer serra
Reta e obtusa é a trajetória deste avião.

Voa como se o Infinito então buscasse,
Esperando desvendar um mistério além
Talvez a magia eterna e sua ignota face.

Vai rápida, e nada deixa para ninguém
Embora o rastro fumígero pelo ar trace
Está integrada a esta vil terra também.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Soneto-acróstico Voar


Porque com os pés colados no chão
Ávido pra o mundo de cima enxergar
Sobe na montanha para ter a ilusão
Ser um homem que o céu vai galgar.

Assume que que já fora um avoante
Rasando sobre os campos e colinas
Outrora, numa época muito distante
Que somente vida pregressa ilumina.

Uma vez que já fora um passarinho
Espera chegar onde as aves estão
Acima das nuvens voando sozinho.

Num sonho como Ícaro faz-se então
Deixando solo na busca de seu ninho
Através da ciência inventou o avião.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Hai kais



Voando


Lentas passarão


Gordas nuvens espiando,


Dentro do avião.



Tela


Atrás da janela


Qual tela tupiniquim


O sorriso dela.



Aquarela


Entendes que pinta!


Mas Contudo somente


Lambusas de tinta.