Num canto daquela morada triste
sombras, vivências mortas e esperas;
ali, aguardando algo que não existe,
talvez certas antigas primaveras.
Mas, esperanças aos pobres assiste,
mesmo que sejam apenas quimeras;
mantém olhos no futuro em riste,
onde existem vibrações sinceras.
Em futuro incerto a luz vai fulgir,
por isso há esperança no porvir,
e, cada um, neste mundo acredita.
E, cada qual, nesta crença se
enleva,
porque prefere claridade à treva,
daí ficaremos muito bem na fita.