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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Pastichando Bilac: A língua

E, disse o poeta, que és inculta e bela,
que tu representas luzes e sepultura;
de primícia duvidosa, talvez impura,
contudo, que suas boas origens, vela.

Acusou-te de permanecer tão obscura,
embora com uns laivos de língua singela;
mas que poderá ter potência de procela,
e capaz de participar tanta ternura.

Atesta que sentiu teu fortíssimo aroma,
e quando vieste por este mar tão largo,
ó tão grosseiro e sofisticado idioma.

E lembra quando sua mãe disse: “meu filho!”
cita Camões escrevendo no exílio amargo,
apesar de preso, teso e sem nenhum brilho.


terça-feira, 1 de julho de 2014

FlordoLácio

A tal inculta e bela continua viva
Vive ela da interpretação popular
Não é estática, nunca será cativa
E molda-se às maneiras do falar

Quem está nas ruas faz o idioma
Depois é registrado no dicionário
Não é inseto preso numa redoma
Em exposição dentro do armário

Falemos, depois façamos a regra
Porquanto o idioma quer ser assim
Palavra nasce e filólogo a integra
E gramática expõe tintim por tintim

Então a língua já exultante se alegra
Em constante mudar que não tem fim.